Big BrotherBig Brother VerãoGeral

Vanessa do ‘Big Brother’ recorda na ‘Curva da Vida’ dois abortos e um diagnóstico de ansiedade

Aos 30 anos, a concorrente do 'Big Brother Verão 2026' partilhou uma vida marcada por desafios desde a adolescência, culminando numa busca por propósito em São Tomé e Príncipe.

Vanessa, a concorrente de Setúbal de 30 anos que promete agitar a casa do ‘Big Brother Verão 2026’, abriu o livro da sua vida na Gala de 16 de agosto de 2026.

Conhecida pela sua personalidade despachada, sentido de justiça e liderança nata, a empresária revelou um passado de provações e uma inspiradora jornada de superação, culminando na fundação da Associação Coração de Santo Homem.

GoogleTornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google

Nascida a 3 de janeiro de 1996, no Barreiro, Vanessa recorda uma infância feliz, embora curta. Os pais, um “amor de adolescência”, conheceram-se na escola e tiveram-na como primeira filha, antes de mais uma irmã e outros dois irmãos que completam a família. Aos seis anos de Vanessa, nasceu a irmã, mas um ano depois os pais separaram-se. Um período difícil para a mãe, que sofreu de anorexia. Contudo, a união familiar manteve-se, com o pai a assumir um papel fundamental. “O meu pai sempre, sempre nos apoiou. Nunca deixou faltar nada. O meu pai pagou a renda da nossa casa até a minha mãe encontrar o companheiro”, contou Vanessa.

Leia também: Diferença “avassaladora”: um concorrente leva 8 votos e leva nomeação direta no ‘Big Brother Verão’

A adolescência trouxe consigo uma fase de rebeldia. “Dos 14 anos aos 18 anos, sei que dei muitos desgostos ao meu pai e à minha mãe”, admitiu. Aos 14, já fumava e bebia, e teve contacto com o mundo das drogas. A situação agravou-se ao ponto de ter de ir para a proteção de menores, por faltar às aulas.

Ainda com 18 anos, a vida de Vanessa sofreu um novo abalo. “Para piorar tudo, aqui com 18 anos eu engravido, mas eu não te mostro para o meu pai”, revelou, explicando que descobriu a gravidez no hospital, após fortes dores de barriga. “Caiu-me tudo ao chão”, descreveu. À saída da unidade hospitalar, o pai esperava-a. “Dá-me um abraço e diz, não te preocupes, filha. Tanto se faz resolver”, recordou. Embora decidida a abortar, a gravidez tomou um rumo mais complicado. “Eu digo logo que queria abortar, mas o problema foi que certo dia dá-me as dores de barriga ainda mais fortes e eu vou para o hospital. E aqui dizem: senta-te numa cadeira de rodas, não podes andar com respiro de vida. Então eu tinha uma gravidez ectópica e a qualquer momento eu podia ter uma hemorragia interna”, explicou Vanessa, que teve de ficar internada. “Foi uma coisa brutal para uma criança, uma adolescente de 18 anos.”

Leia também: Carlos Sousa desabafa sobre a ex e faz um pedido inusitado

Após o fim desse namoro, entra em cena um novo rapaz, que a atraiu pela “maneira dele ser livre”. No entanto, a relação foi curta e marcada pela desilusão. “Eu acho que quando chegámos à reta final eu percebi que talvez ele nunca me tivesse amado, Bico. Eu sei que ele me dava valor, mas não me amava. Só queria vida de noite, só queria vida do mundo. Até porque, mais uma vez, traições. Aqui com este meu segundo namorado, mais uma vez, a responsável é a Vanessa”, atirou, assumindo a sua quota-parte na escolha de caminhos errados.

Mais tarde, ainda com 18 anos, e no que descreve como o seu “terceiro ano” de provações, Vanessa engravidou novamente. “Este é o único segredo que eu tenho do meu pai, eu engravidei outra vez”, confessou. Desta vez, o desejo de ser mãe era forte, mas a realidade impôs-se. “Eu se pudesse eu tinha tido um bebé, amigo, só que eu sabia que não tinha uma relação estável. E quando nós já queremos e não o fazemos por fatores que até nem conseguimos controlar, foi horrível para mim. Foi horrível”, lembrou, emocionada.

Em 2019, Vanessa terminou o namoro e, também, a faculdade de Direito. Depois de passar pela Ordem dos Advogados, ingressou na Câmara Municipal da Moita como jurista. O percurso parecia estável, mas o cansaço acumulado de “6 anos” de estudo sem resultados visíveis, fez com que “deixei de ser um bocadinho resiliente e entreguei-me ao caminho mais fácil”.

A exaustão deu lugar a sintomas físicos alarmantes. “Eu começo a ter muitas tonturas. Eu acordava e tinha tonturas e adormecia com as tonturas. Até que houve um dia que eu estava no trabalho e a advogada estava a falar para mim e eu simplesmente não ouvia nada”, descreveu. O choro incontrolável levou-a a ligar ao pai, que a mandou ir ao médico. “Eu que sou tão despachada, tenho tanta força, vou ao médico por tomar na cabeça? Eu não era eu. Eu não era eu nem no possível”, admitiu sobre o impacto da ansiedade generalizada que lhe foi diagnosticada.

A recuperação começou em São Tomé e Príncipe, o seu refúgio. “Eu senti que me traz de novo à vida”, disse. Seguiu-se um processo de psicanálise para “perceber os problemas que tinha na minha vida, que eu achava que não eram deles, porque eu era uma privilegiada, e resolvi-os um por um”. Deixou o emprego e começou a trabalhar por conta própria. Em dezembro de 2025, com a prima Carolina, fundou a Associação Coração de Santo Homem, dedicada a apoiar escolinhas e famílias em São Tomé e Príncipe. “Se eles acham que eu estou a ajudar eles, eles é que não têm ideia do quanto me ajudam a mim, Bico. Quando eu estou lá e sou mãe e quando estou a fazer isto tudo, é onde me sinto mais feliz, Bico”, confessou.

Esta necessidade de constante reinvenção e busca por novos desafios foi o que a trouxe ao ‘Big Brother’. “Eu só estou bem quando estou a inventar coisas novas e quando mudo e quando me reinvento e quando estou a mudar alguma coisa. E então nunca na vida podia não vir para esta oportunidade Big U”, explicou. Na casa, Vanessa sente que “O ‘Big Brother’ está a fazer com que eu realmente me torne uma pessoa ainda mais empática do que eu era. E então tenho crescido muito aqui no ‘Big Brother’. Renascença. Sinto-me feliz, Biggie, sempre fui feliz”.

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo