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A dor, o silêncio e as “netas”: O relato comovente de Tony Carreira sobre a perda de Sara

Na Antena 1, o artista admitiu que a morte da filha o tornou mais humilde perante a fragilidade da vida. A Associação Sara Carreira e a proximidade com o Bispo Américo Aguiar foram a sua salvação.

A perda de Sara Carreira continua a ser a ferida mais profunda na vida de Tony Carreira.

Na sua entrevista ao programa “Vencidos“, conduzido por Luís Osório, o cantor abordou de forma aberta o luto que carrega e as formas que encontrou para continuar a caminhar após o trágico acidente.

Na partida da minha filha, eu tinha duas possibilidades de andar cá. Uma vez que não me passava pela cabeça sequer acabar com a minha vida, não me passou, graças a Deus não me passou. (…) Ou o caminho de eu ficar uma pessoa completamente amarga, uma pessoa completamente azeda, completamente revoltada contra tudo. E podia. E tinha, entre aspas, esse direito. (…) Ou tinha a possibilidade de cuidar de mim e de arranjar ferramentas para poder, enquanto cá, andar minimamente bem”, confessou o artista.

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Uma dessas ferramentas vitais é invocar a memória da filha constantemente. “Eu precisava de arranjar ferramentas para poder viver sem ela. E as ferramentas que encontrei, uma delas é falar da minha filha todos os dias. Eu falo da minha filha todos os dias. Mas não é uma vez. Eu falo dela e com alegria. Porque eu quero que as pessoas me ouçam falar dela. Eu preciso falar dela”, desabafou, acrescentando que adotou os animais de estimação da jovem: “Como eu fiquei com as duas cadelinhas dela, a Roxy e a Molly. Para mim, são minhas netas. São filhas da minha filha.”

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O luto trouxe também uma nova perspetiva sobre a vida e a mortalidade. “Tornou-me uma pessoa muito mais humilde, muito mais rendida a uma evidência, que a nossa vida está presa por nada, por um fio de pesca, que é a coisa mais transparente que existe“, refletiu Tony Carreira.

Esta procura por respostas levou a uma aproximação a Deus, que estava distante. Nesta reaproximação, o artista destacou uma figura fundamental: o Bispo Américo Aguiar. “Eu já não tinha grande relação com a fé. Há muitos anos. E, com a partida da minha filha, no desespero, certamente, que eu precisava de algumas respostas (…) E há uma pessoa que foi muito importante para mim neste processo, muito importante, que é o Bispo Américo, de quem sou super amigo”, revelou o cantor. O encontro aconteceu na Basílica da Estrela, no “pior dia da minha vida”. E rematou: “E, realmente, hoje estou mais próximo da fé. Não diria da religião. Mais próximo da religião, contudo. Mas de uma ideia de transcendência. (…) Hoje tenho a fé, ou a esperança dessa fé, ou deposito de esperança, que é possível que haja mais qualquer coisa para lá disto.”

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