Em análise à adaptação da obra clássica, o convidado criticou a alteração de figuras históricas e as tendências do cinema atual.
A estreia da nova adaptação cinematográfica de «A Odisseia» esteve em análise no programa «Passadeira Vermelha», na SIC Caras, com Liliana Campos e o painel habitual. Durante a conversa, António Bravo revelou ter recusado o convite para assistir ao lançamento da longa-metragem após analisar as primeiras imagens promocionais da história: “Fui convidado para a estreia, vi o trailer e pensei: nem que vá acontecer“.
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O comentador explicou que a sua decisão se prende com a oposição ao que considera ser um excesso nas produções contemporâneas: “Eu não sou muito pró-cultura woke, acho isto tudo muito exagerado (…) Em relação ao filme, eu vejo o trailer, a Helena de Troia é interpretada por uma atriz negra, que não tenho nada contra, só acho que é uma personagem histórica, não é negra, isto vem um bocadinho de encontro àquilo que se faz hoje em dia que acaba por desvirtuar um bocadinho a indústria cinematográfica“.
Para sustentar o seu ponto de vista perante os colegas de estúdio, António Bravo comparou a situação a outros projetos recentes e lamentou a perda de fidelidade aos relatos originais: “Como ‘A Pequena Sereia’, de repente estamos habituados a uma sereia ruiva e muito clarinha, de repente quando fazem um filme não é nada disso e nós vamos um bocadinho à procura daquilo que vemos nos livros de história“.
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O convidado rematou a sua avaliação sobre o rumo da sétima arte apontando a falta de equilíbrio nas narrativas atuais: “Hoje em dia ou é muito ou é muito pouco. Não há um meio-termo, tem que ser tudo muito agressivo logo (…) Não estou a dizer que não se deva fazer filmes com mais representatividade, claro que sim, mas eu acho que até a indústria cinematográfica está a fazer o que deve“.