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As imagens e os relatórios da detenção de Britney Spears (vídeo)

A polícia divulgou os relatórios e os vídeos da detenção de Britney Spears por condução perigosa. A cantora acusou consumo de Adderall e álcool.

Os relatórios policiais sobre a detenção de Britney Spears, intercetada este ano por condução perigosa, foram revelados na passada quinta-feira e expõem novos detalhes sobre o caso.

As autoridades encontraram Adderall (é um medicamento estimulante do sistema nervoso e não se vende em Portugal) sem receita médica e um copo de vinho vazio no carro da artista. A cantora mostrou dificuldades em cooperar com os agentes, oscilando entre momentos de docilidade e agressividade.

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Com um historial conhecido de problemas de saúde mental e dependências, a cantora foi acusada de conduzir sob a influência de substâncias após a operação em março. Mais tarde, declarou-se culpada de uma acusação menor por condução perigosa e vai cumprir doze meses de liberdade condicional. O agente responsável pela detenção notou no relatório oficial: “O seu humor mudou de confrontador e agitado para extravagante e complacente”. O mesmo polícia acrescentou: “Por vezes, parecia falar com sotaque britânico”.

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Durante a operação rodoviária, por volta das nove da noite, a artista negou estar alcoolizada e garantiu ter bebido apenas uma mimosa durante a tarde. Num vídeo obtido pelo jornal The New York Times, um dos elementos da patrulha pediu-lhe para classificar a sua sobriedade numa escala de zero a dez. A resposta foi direta: “Eu conseguiria beber provavelmente quatro garrafas de vinho e cuidar de si, sou um anjo”.

Aos 44 anos, a norte-americana vive em liberdade há mais de quatro anos, após o fim da tutela que geriu a sua vida pessoal e financeira durante a maior parte da idade adulta. O movimento de fãs foi crucial para a decisão judicial, mas os recentes comportamentos voltaram a gerar preocupação pública.

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A Patrulha Rodoviária da Califórnia divulgou os relatórios de investigação, ficheiros de áudio e as imagens das câmaras de bordo dos veículos policiais. A equipa da artista optou pelo silêncio após a divulgação destas novas provas. Ainda assim, logo após a detenção, um representante classificou a situação como “imperdoável” e expressou a esperança de que este episódio fosse o primeiro passo para uma mudança na vida da cantora.

Os seis vídeos totalizam mais de três horas de gravação e mostram a perseguição a um BMW descapotável preto numa autoestrada. As imagens retratam a operação até passadas as duas da manhã do dia seguinte. O relatório indica que os polícias sentiram o cheiro a álcool assim que se aproximaram da viatura. Num dos registos, um agente justifica a ordem de paragem: “porque estava a ziguezaguear em duas faixas”.

A cantora justificou a manobra por estar ao telemóvel e fez um convite inesperado à autoridade: “Pode vir à minha casa, faço-lhe comida ou lasanha ou o que quiser. Tenho uma piscina”. Com um chapéu de sol na cabeça, Britney recusou abandonar o veículo e argumentou que já tinha sido alvo de uma partida no passado. Quando saiu do carro, dez minutos depois, os agentes notaram um andar instável e uma fala arrastada. A resposta foi defensiva: “Conheço os meus direitos”. A cantora insistiu que estava em condições de conduzir: “Não fiz nada”.

As avaliações feitas no local e no posto policial deram conta de mudanças drásticas de comportamento, com a adoção de vários sotaques e até de uma voz infantil. Durante os testes de sobriedade, um polícia registou que a suspeita: “falava sem nexo sobre coisas que não tinham a ver com o exercício”. A conclusão oficial apontou para o efeito combinado de álcool e estimulantes.

Os testes de alcoolemia acusaram 0,05% e 0,06% no sangue, valores abaixo do limite legal no estado da Califórnia. A artista confessou tomar Prozac e Lamictal para controlar a epilepsia e as alterações de humor. Aos agentes, acrescentou ainda o consumo de Adderall para se manter alerta e elevada.

A recusa em ir ao hospital para análises ao sangue gerou tensão, com a polícia a descrever uma postura agressiva que obrigou ao uso de algemas. O resultado da recolha de sangue não foi divulgado. Num dos registos captados perto da meia-noite, já no banco de trás do carro patrulha, Britney chora e acusa a polícia de a tratar mal e de estar a mentir. A cantora queixou-se das dores causadas pelas algemas e atirou: “Eu não tive um D.U.I.! Nem sequer estava a beber”.

Horas depois, a caminho de outro posto, o tom das declarações suavizou. As imagens captaram a confissão: “Não gosto, estou assustada”. Britney questionou se ainda poderia voltar a conduzir e pediu: “Só quero ir para casa”. O polícia foi perentório: “Não a posso levar para casa”.

A entrada na esquadra ficou registada sob a suspeita de condução sob o efeito combinado de álcool e drogas. A libertação ocorreu na manhã seguinte e o acordo judicial permitiu evitar a prisão, mediante o cumprimento de um programa de três meses de reabilitação. Um mês após o incidente, a sua equipa confirmou um internamento voluntário numa clínica.

A estrela pop, que dominou as tabelas na década de 2000 com sucessos mundiais, já tinha abordado o consumo de medicamentos no seu livro de memórias lançado em 2023. Apesar de negar um problema persistente de abuso de substâncias, admitiu que a sua droga de eleição era o Adderall.

O fármaco servia para aliviar a depressão, especialmente na fase anterior à imposição da tutela, em 2008. Sobre o consumo ao volante nessa altura, a artista assumiu o erro nas próprias páginas: “Provavelmente não deveria admitir isto, mas eu era um autêntico perigo na estrada”.

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