Big Brother Verão: Raquel viveu namoro abusivo e faz partilha: “Tentou esfaquear…”
Raquel recorda relacionamento abusivo no «Big Brother Verão»: "Tinha ataques psicóticos"
A voz soberana do programa da TVI aproveitou o testemunho da algarvia para deixar um alerta sobre as relações tóxicas.
A partilha de memórias de infância e de episódios marcantes da vida pessoal continuou a dominar as atividades na sala do «Big Brother Verão» pois, durante a tarde de hoje, 30 de junho, a voz soberana desafiou o grupo a recordar os momentos mais significativos da estação quente. Raquel, de 29 anos, assumiu o protagonismo ao relatar uma fase delicada do seu passado, marcada por um namoro abusivo que afetou o seu equilíbrio emocional e o da sua família.
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A empreendedora natural de Loulé começou por evocar os registos positivos da infância, passados no meio rural com as avós devido à ausência profissional dos pais. “Acho que as minhas melhores memórias de verão são aquelas mesmo mais humildes. O meu pai só voltou quando eu tinha 9 anos dos Estados Unidos, então eu sempre fui muito à minha e outras avós“, recordou, descrevendo que, apesar de residir no Algarve, nunca teve o hábito de frequentar as praias. “Era mesmo que eles iam regar, eu ia atrás deles, sempre com o meu pezinho descalço. […] Da minha avó, talvez, a pôr o lençol no chão para eu dormir a sesta. Então as minhas melhores memórias acho que são mesmo essas, as que já não voltam. Que é de ter eles ali ao meu lado e a prepararem as coisas simples para mim“, relatou com nostalgia.
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O ambiente de tranquilidade na sala deu lugar à consternação quando a concorrente detalhou a sua pior recordação estival, associada a uma ligação amorosa disfuncional. “Escolho a parte de quando tive um relacionamento assim mais tóxico porque durou grande parte do verão e destruiu um bocadinho da minha sanidade mental, bem como da minha família, por durante muito tempo eu não tive amor próprio“, confessou a algarvia que, ainda revelou que a rutura só foi possível quando decidiu expor a situação junto do seu núcleo familiar mais próximo.
O relato ganhou contornos de maior gravidade à medida que a participante especificou os comportamentos agressivos do antigo companheiro. “E essa pessoa com quem eu estava tinha ataques psicóticos, acordei com essa pessoa a apertar-me o pescoço, outra vez a abrir-me os olhos, tentou esfaquear alguém à minha frente, partiu o meu vidro do carro e para mim estava sempre… tentava que estivesse sempre tudo bem porque o que eu queria era ajudar essa pessoa e nunca pensei em mim, até o ponto que me destruí a tentar ajustar“, desabafou Raquel, optando por não adensar mais os pormenores em antena.
A gravidade do testemunho motivou uma intervenção pedagógica por parte do Big Brother, que fez questão de alertar o público para os perigos da aceitação de atos violentos no seio amoroso. “É bom que quem nos ouça saiba que violência não é normal no namoro. Violência não faz parte do amor. Opressão não faz parte do amor. Portanto, é bom exemplos como o seu e verbalizações como esta que acabou de fazer, que sirvam para os outros para pensarem“, sublinhou a entidade do programa da TVI.
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A fechar a sua intervenção, Raquel fez questão de desmistificar a ideia de que o sofrimento traz benefícios ao crescimento pessoal, rejeitando visões idílicas sobre experiências traumáticas.
“Há pessoas que às vezes acham que passarmos por coisas mais torna-nos mais fortes, mas eu acho que essa frase é um clichê que precisa ser desmistificado. Não, as coisas não nos tornam mais fortes, são traumas que são mais difíceis de serem ultrapassados. […] Por isso, não, os maus episódios não nos tornam mais fortes e é bom não romantizarmos a dor, porque não podemos mesmo fazê-lo“, concluiu a concorrente de Loulé, cujo objetivo no jogo passa precisamente por angariar fundos para criar uma estrutura de apoio e empoderamento feminino.