Numa conversa intimista com Tânia Ribas de Oliveira, a convidada surpreendeu ao assumir que o fim precoce do pai acabou por proteger a família.
A tarde de ontem no programa da RTP1, conduzido por Tânia Ribas de Oliveira, ficou marcada por uma das entrevistas mais intensas e surpreendentes da televisão portuguesa. Carla Matadinho foi a convidada central e, ao recordar as suas origens nas Alcáçovas, acabou por fazer uma confidência inédita e arrepiante sobre a morte do próprio pai, que cometeu suicídio quando a ex-manequim tinha apenas 5 anos de idade.
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Abordando a dureza de crescer num contexto de extrema pobreza e instabilidade familiar, ao lado de irmãs que eram filhas de pais diferentes, Carla Matadinho decidiu abrir o livro sobre o ambiente destrutivo que se vivia dentro de casa. “Acho que há coisas que eu nunca falei e que se calhar fizeram sentido. Eu não vou aprofundar muito, mas o meu pai era alcoólico. E há grandes histórias e muitas complicações, muitas coisas…“, começou por enquadrar.
Perante a audição atenta de Tânia Ribas de Oliveira, que sublinhou o quão difícil é ultrapassar o facto de um pai pôr termo à própria vida numa idade tão precoce, a convidada disparou uma reflexão desarmante. “Portanto, o meu pai ter tomado a decisão de acabar com a sua vida, se calhar até foi bom para nós“, disparou Carla Matadinho, deixando o estúdio em silêncio.
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A empresária e produtora reconheceu o peso das suas palavras, mas fez questão de manter a frontalidade sobre o inferno que a partida do progenitor estancou. “Eu sei que isto é muito torto de se dizer e eu nunca falei sobre isto, mas na realidade, quando as pessoas só fazem mal às outras que estão cá, mais vale partirem“, sentenciou.
De forma a escapar ao estigma e à pesada herança do apelido no meio pequeno em que nasceu, Carla Matadinho revelou que aos 12 anos tomou a decisão firme de se mudar sozinha para uma residência de estudantes em Évora, focada em ser livre e dona do seu próprio nariz, o que acabou por abrir as portas ao seu grande sonho no mundo da moda.