Gritos e cânticos religiosos no posto da GNR onde estão a mãe e o padrasto dos menores franceses
Casal que abandonou menores em Alcácer do Sal isolado em Palmela antes de ir a tribunal
As instalações da GNR foram palco de momentos insólitos, com cânticos audíveis a partir do exterior, obrigando mesmo à deslocação de uma equipa de bombeiros ao local.
O posto da Guarda Nacional Republicana de Palmela registou momentos de enorme invulgaridade e aparato nas últimas horas. As instalações onde se encontram provisoriamente detidos a mãe e o padrasto suspeitos de terem abandonado duas crianças francesas, de quatro e cinco anos, na Estrada Nacional 253, em Alcácer do Sal, tornaram-se o centro das atenções devido a sons estranhos audíveis a partir do exterior do edifício.
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De acordo com as informações avançadas pela CMTV, foi possível escutar “gritos e cânticos aparentemente religiosos” vindos de dentro do posto policial durante esta sexta-feira, dia 22 de maio.
A situação invulgar terá motivado um alerta, registando-se a chegada de uma equipa dos bombeiros locais às instalações da GNR. Contudo, a situação foi prontamente controlada e a ambulância abandonou o local escassos minutos depois e, o mesmo canal de televisão detalhou que as manifestações sonoras provinham de “uma voz masculina e de outra feminina“, embora as autoridades ainda não tenham confirmado oficialmente se os gritos pertenciam de facto ao casal detido.
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Marine Rousseau, de 41 anos, e Marc Ballabriga, de 55 anos, haviam sido capturados pelas autoridades num estabelecimento comercial em Fátima, localidade onde pernoitaram sob custódia policial. Já no decurso desta manhã, a GNR procedeu à transferência dos suspeitos para o posto de Palmela, cumprindo as formalidades geográficas do processo.
O casal de cidadãos franceses seguiu depois para o Tribunal de Setúbal e, os suspeitos do crime de abandono de menores serão entregues ao Juiz de Instrução Criminal para serem submetidos ao primeiro interrogatório judicial, momento em que serão decretadas as respetivas medidas de coação que ditarão se aguardam o desenrolar do processo em prisão preventiva.
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