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Censura digital? Plataformas rejeitam publicidade a documentário crítico de Elon Musk

Elon Musk sob ataque em documentário: Distribuidora vê anúncios banidos nas redes sociais

A longa-metragem realizada por Alex Gibney aborda o percurso controverso do magnata e esbarrou na recusa de divulgação em vários canais digitais.

A iminente estreia do documentário biográfico sobre Elon Musk, assinado pelo realizador Alex Gibney, gerou uma vaga de bloqueios comerciais no universo digital. Nas últimas semanas, o multimilionário reagiu com desagrado ao projeto e avançou com avisos judiciais contra a produção, classificando a obra de quase quatro horas como um “ataque difamatório” e acusando o criador de ser “incrivelmente tendencioso”.

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Segundo adianta a publicação The Hollywood Reporter, o impacto das críticas fez-se sentir na divulgação da fita. Praticamente todas as grandes redes sociais recusaram veicular anúncios pagos da obra. Plataformas como YouTube, TikTok, Facebook e Instagram travaram a promoção orquestrada pela distribuidora Bleecker Street, alinhando-se com a postura do X, a rede social que pertence ao próprio empresário.

A recusa generalizada surpreendeu a empresa promotora, que procurou justificações para a exclusão repentina da campanha e, as respostas iniciais do YouTube, do TikTok e da Meta apontaram como fundamento a presença de “conteúdo político”.

O argumento levantou dúvidas imediatas, na medida em que a produção não integra qualquer corrida eleitoral ou propaganda partidária, além de o YouTube não apresentar restrições absolutas a campanhas políticas pagas.

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A polémica jurídica ganhou força através de Alex Spiro, advogado do empresário, que ameaçou instaurar um processo contra a produtora Jigsaw Productions por difamação. O contencioso incide sobre o facto de o documentário abordar uma teoria segundo a qual o magnata teria colocado os satélites Starlink ao serviço de Donald Trump para angariar votos nas eleições presidenciais de 2024.

Perante as recusas, a Bleecker Street contestou as decisões junto de cada operadora digital e, embora recursos no YouTube e no TikTok continuem sob apreciação técnica, a empresa detentora do Facebook e Instagram operou uma reviravolta após o veto inicial. “Esses anúncios foram rejeitados por engano e já foram restaurados“, esclareceu um porta-voz da Meta, atenuando parcialmente o bloqueio à promoção da obra documental que promete agitar a indústria tecnológica.

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