Cláudio Viana, ex-concorrente da ‘Casa dos Segredos’ na TVI, queixou-se publicamente esta semana nas redes sociais, lamentando que não vê o filho mais velho há dois anos, por estar impedido de entrar na Colômbia.
A resposta da antiga companheira chegou na quinta-feira, 27 de agosto de 2026, através de um comunicado onde optou por quebrar o silêncio e “esclarecer algumas coisas”.
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A mãe do menor atirou logo de início: “Eu NÃO iniciei um processo judicial para tentar retirar a alguém o direito de ser pai. Eu fui a pessoa denunciada, apontada e atacada durante aproximadamente quatro anos”. Contou que, ao longo desse período, teve de enfrentar “acusações muito graves” contra si, tanto enquanto mãe como mulher. No entanto, garantiu, essas acusações nunca puderam ser comprovadas e foram “rejeitadas por falta de provas”.
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As restrições e as decisões que impediram um contacto normal entre o pai e o filho não foram uma iniciativa sua, explica. A situação deve-se, antes, a “intervenções de diferentes autoridades e processos” relacionados com um conjunto de situações problemáticas.
A ex-companheira listou oito pontos cruciais. Em primeiro lugar, referiu “incumprimento dos períodos estabelecidos para estar com o menor”, incluindo momentos em que o tempo autorizado foi ultrapassado e a criança foi mantida para além do acordado, inclusive “quando ainda era bebé e dependia da mãe para ser alimentada”.
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Houve também “situações relacionadas com as condições em que o menor era entregue após algumas viagens, que suscitaram preocupação relativamente ao seu estado de saúde e bem-estar”. A isto, somou-se o “incumprimento das regras da instituição de ensino do menor”, com episódios que exigiram a “intervenção das autoridades competentes”.
A lista de problemas incluiu ainda “incumprimentos relacionados com a obrigação de alimentos e outras despesas do menor, que não teriam sido cumpridos de forma regular e responsável”. A situação agravou-se com “processos e denúncias relacionados com violência doméstica, tanto em Portugal como na Colômbia”.
A sua vida profissional também foi afetada: a mãe do menor apontou “situações relacionadas com o meu local de trabalho, incluindo ameaças e acontecimentos que afetaram diretamente o meu Spa e a minha atividade profissional”. E, de forma mais grave, “ameaças de morte contra mim e a de membros da minha família, situações que também foram comunicadas às autoridades”.
Para sublinhar a gravidade do caso, a ex-companheira revelou: “E é importante esclarecer que este não seria o único processo judicial relacionado com esta pessoa na Colômbia. TENHO DOIS PROCESSOS PENAIS”.
Perante tudo isto, considerou “absurdo que algumas pessoas pretendam resumir quatro anos de processos, decisões e intervenções de diferentes instituições, dizendo simplesmente que ‘a mãe quer tirar o filho ao pai'”. Questionou se as pessoas acreditam “que a Polícia, o ICBF, a Comissão de Família, a Fiscalía e a Migração da Colômbia, entre outras instituições, atuam simplesmente porque uma mãe assim o pediu?”. Lembrou que “cada uma destas instituições tem os seus próprios procedimentos, competências e intervenções” e que as decisões não dependem “exclusivamente de mim”.
A mãe do filho de Cláudio Viana referiu que “é também curioso que, durante todo este tempo, diferentes (três) profissionais que inicialmente assumiram a sua defesa tenham acabado por se afastar desses processos”. Mas admitiu que “isso também é algo que cabe explicar a quem esteve diretamente envolvido, não a mim”.
A terminar, garantiu que não precisa “de inventar uma história para me justificar”. Tem “anos de processos, documentos, denúncias, decisões e intervenções das autoridades que sustentam aquilo que estou a dizer”. E embora tenha decidido permanecer em silêncio “para proteger a privacidade e a tranquilidade do meu filho”, chegou a altura de também ter “o direito de defender o meu nome”.
Por isso, antes de a julgarem, lembra: “Vocês conhecem publicações. Eu conheço os anos que vivi. Vocês conhecem uma versão. Eu conheço toda a história”. Acima de qualquer discussão entre adultos, assegurou, “existe algo que, para mim, sempre esteve em primeiro lugar: o bem-estar, a tranquilidade e a proteção do meu filho”.