António Bravo recorda experiência no «Big Brother»: “Quanto mais coitado és, mais aplausos levas”
"Aparentemente era privilegiado e ela não": A reflexão de António Bravo sobre a descredibilização de opiniões

No «Passadeira Vermelha», o ex-concorrente apontou o dedo à forma como a sociedade valoriza o sofrimento em detrimento do mérito.
A conversa sobre privilégio e sucesso financeiro, despoletada pelas declarações de Ricardo Araújo Pereira, motivou um desabafo de António Bravo no programa «Passadeira Vermelha», da SIC Caras. O convidado da Sic Caras criticou a valorização do sofrimento pela sociedade, ilustrando a sua perspetiva com a experiência vivida num reality show.
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O ex-concorrente do «Big Brother» na TVI foi contundente na análise social: “Infelizmente, é um bocadinho como a nossa sociedade funciona (…) Eu estou sempre a dizer que nós vivemos no Portugal dos coitadinhos. Que é, quanto mais coitado tu és, mais aplausos levas“.
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António Bravo recordou a desvantagem que sentiu perante adversários de origens mais humildes: “Se por acaso és uma pessoa que aparentemente teve uma vida boa, nasceste num berço de ouro, e de repente tens uma pessoa ao teu lado que também vai à luta, mas coitadinha, veio do nada (…) Ui, esta pessoa esquece, esta é que é a melhor, esta é que tem que levar o troféu“.
O comentador exemplificou com o seu trajeto no jogo: “Já aconteceu comigo num programa que fiz em que eu ia muito atrás daquilo que eu achava ser o certo, ia muito atrás da minha luta, e tinha uma pessoa ao meu lado que também ia atrás das lutas dela (…) Aquilo que eu dizia tornava-se inválido exatamente porque eu era uma pessoa privilegiada, segundo os olhos das outras pessoas (…) Só que a partir de logo, como a outra pessoa, coitadinha, começou tão baixo, essa aí é que é válida“.
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Sara Norte contrapôs, alertando para o reverso da medalha: “Muitas vezes aquelas pessoas que não vêm de uma situação também de privilégio ou que passaram algumas coisas também levam com o contrário (…) Por mais coisas que façam, vão sempre lembrar que ela é uma caixa de supermercado“.