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Márcia Soares atira-se à ‘seita’ de influencers ‘incentivadores do ódio’ e defende Vanessa Martins

"Cospem para o prato onde comem": Márcia Soares reage com fúria à polémica de Vanessa Martins

Com base na sua experiência empresarial, a ex-concorrente do «Big Brother» desmistificou a polémica dos horários laborais e denunciou o aproveitamento maldoso na internet.

A recente controvérsia em redor de Vanessa Martins, motivada por declarações em vídeo a respeito da disponibilidade e da dedicação dos colaboradores fora do horário laboral, continua a suscitar reações no meio digital.

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Após a fundadora da Frederica ter afirmado que ninguém é alvo de abusos na sua estrutura, Márcia Soares recorreu às plataformas online para manifestar a sua indignação com os ataques dirigidos à influenciadora.

Logo no arranque da sua partilha, a comentadora da TVI expressou a sua frustração perante o julgamento precipitado feito a um simples conteúdo de entretenimento: “Alô, alô, bom dia! Hoje estou irritada. Já ando irritada há alguns dias com um assunto que tem sido falado aqui na internet sobre uma trend que foi feita e o que eu mais tenho sentido é vergonha alheia. E hoje apetece-me falar (…) Eu acho que uma trend, primeiramente, quando é feita muitas vezes só leva à letra quem quer. Muitas vezes é feito de uma forma exagerada. É uma trend. Portanto, nem tudo corresponde 100% à realidade“.

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A ex-concorrente e comentadora na TVI, explicou aos seguidores que muitas destas publicações são dramatizadas para cumprirem um propósito nas redes sociais, não devendo ser encaradas com rigor absoluto.

De seguida, apontou o dedo a criadores de conteúdo com grande alcance que aproveitam deslizes de terceiros para obterem visualizações: “Mas o que eu acho mesmo engraçado e que me dá mesmo vergonha alheia são estes (…) influenciadores com milhares de seguidores, muito mais que eu, e que se aproveitam sempre, mas sempre, sempre, sempre, sempre da falha dos outros para gerar cliques, para entrarem na onda“.

Para Márcia Soares, existe uma lista restrita de intervenientes digitais que se escudam numa postura cómica para disfarçar ataques pessoais, denunciando a incoerência dessas atitudes: “É que são sempre os mesmos. Há assim uma listinha de influenciadores, quando é para cascar nos outros, quando é para destilar ódio, fazem. Mas depois fazem de uma forma muito elegante, escondem-se atrás do humor, porque são muito engraçadinhos e escondem-se por trás do humor da personagem que são“.

Com a vivência de quem já geriu estabelecimentos próprios, a ex-concorrente do «Big Brother» desconstruiu a ideia de que o contacto entre lideranças e equipas após o expediente seja necessariamente prejudicial pois, na sua ótica, a partilha espontânea de ideias demonstra valorização e empenho genuíno.

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Por exemplo, já tive uma empresa assim e eu percebo o conceito de vestirem a camisola pela empresa. Porque assim, se uma pessoa decide, por exemplo, um exemplo básico, responder à patroa depois do horário de funcionamento ou partilham ideias depois do horário de funcionamento, é porque querem fazer. Isso provavelmente é porque são bem tratados, provavelmente têm boas condições de trabalho, o que faz com que andem mais motivados no trabalho e que queiram participar“.

A empreendedora frisou ainda que os projetos com equipas mais próximas acabam por criar dinâmicas quase familiares, acusando os autores das críticas mais ferozes de total inércia no mercado de trabalho: “Uma empresa não é só uma empresa, não é só um escritório, uma pessoa entra, faz o trabalho e vai embora. Muitas empresas sim, mas quando são empresas em que há um envolvimento diário (…) cria-se uma família, mais do que uma empresa é uma família. E a maior parte das pessoas que criticam, muitas delas nunca tiveram coragem de fazer nada na vida“.

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A terminar o seu posicionamento, Márcia Soares assegurou que as campanhas de hostilidade online acabam por transformar-se em retorno financeiro e visibilidade para quem é visado, partilhando o exemplo daquilo que ela própria vivenciou nas suas iniciativas: “Pode ser mau, ou até pode ser assustador, tipo o hate que se gera à volta de uma situação. Mas quero mesmo acreditar que a pessoa vai sair sempre beneficiada. Já me aconteceu comigo, com a minha marca também (…) Há um momento de preocupação, mas no fim do dia as vendas aumentam sempre, sempre. Há um movimento na página, há um movimento nas vendas. Porque principalmente quando a empresa é boa e o produto é bom, a pessoa até pode vir só para criticar, mas acabam por comprar. Portanto, é isso, vergonha alheia, muita vergonha alheia que eu sinto“.

 

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