Comentadores da TVI estão fartos da Ana Sousa no ‘Big Brother’
A postura da concorrente junto da liderança de Jéssica Maria dominou as atenções no 'Extra'...

A cumplicidade entre Ana Sousa e Jéssica Maria esteve no centro da emissão do ‘Extra’ do ‘Big Brother All Stars’ deste sábado, 7 de novembro.
As imagens exibidas no início da emissão mostraram a postura difícil de Ana na casa e a forma como assumiu o comando dos acontecimentos durante a semana de liderança da amiga. No estúdio, os comentadores analisaram a dinâmica sem suavizar as palavras.
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Cinha Jardim foi a primeira a manifestar desagrado com as atitudes de Ana dentro do jogo. A comentadora admitiu que o comportamento da concorrente começou a tornar-se difícil de tolerar: “Eu acho esta Ana uma cansação. A Ana, infelizmente, está-me a cansar imenso. Pela maneira como ela está a responder a tudo, a falar. Mesmo as atitudes dela. Houve assim até uma altura em que eu achei-lhe uma certa piada. Mas depois passou do oito para o oitenta. Exagerou imenso. Fiquei farta dos gritos dela”.
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A comentadora continuou a detalhar o que considera ser uma postura errática da concorrente na competição. Cinha Jardim sublinhou que a participante parece desorientada perante os colegas: “É ligeiramente aborrecida. Ligeiramente aborrecida com a gritaria da Ana. E acho que ela está ali um bocadinho perdida no jogo. Não a vejo a ter assim um fio condutor para um lado ou para o outro. Anda assim um bocadinho aos caídos”.
Marta Cardoso interveio para orientar a discussão para a relação entre as duas concorrentes. A apresentadora destacou a leitura que muitos espectadores e comentadores têm feito da proximidade entre ambas: “Há quem diga que a Ana colocou-se ali à sombra da Jéssica e já não vai largar esse osso. E esta semana, sendo a Jéssica a líder, a Ana acabou aqui por ser co-líder”.
Inês Simões concordou com essa visão e utilizou uma comparação política para explicar o equilíbrio de forças dentro da casa. Para a comentadora, a divisão de tarefas acabou por dar mais protagonismo a quem não tinha o cargo oficial: “Para mim a Ana esta semana foi o Primeiro-Ministro e a Jéssica foi como se fosse ali o Presidente. Ou seja, a liderança é da Jéssica, mas quem toma ali muitas rédeas das coisas é a Ana. Também aqui com alguma quota-parte por parte da Jéssica”.
A comentadora recordou uma dinâmica recente para ilustrar a falta de iniciativa da líder em momentos de decisão: “Ainda ontem, quando foi o call-center, tinham que entrar e a Jéssica via-se que estava ali meio perdida. Não sabia o que havia de dizer e a Ana é que acaba por tomar ali a iniciativa. Portanto, eu acho que a Jéssica aqui poderia realmente aproveitar esta liderança e mostrar um bocadinho mais”.
Inês Simões referiu também os traços da personalidade de Jéssica que influenciam a sua prestação no programa. A comentadora notou que a concorrente sabe reagir quando quer, embora prefira o recuo: “Já percebi que é da personalidade dela que não gosta de conflito nem de discutir. Mas aqui vimos a Jéssica com as garras de fora. Isso quer dizer que faz parte da personalidade dela. Ela é que escolhe não mostrar este lado. Ana, acho que precisa às vezes de acalmar um bocadinho”.
Flávio Furtado contextualizou a postura mais branda de Jéssica com o ambiente que se viveu nas semanas anteriores. O comentador lembrou as lideranças que antecederam a atual: “Coitada da Jéssica, a Jéssica vem de duas ditaduras. Ela é uma líder que lidera num tom baixo. Não é de gritar muito, não é de se impor, não é de mandar. Vem de uma Helena Isabel, vem de uma Catarina Miranda. Os colegas estão fartos das outras ditaduras, apanham esta democracia e olham, mais ou menos, como algumas coisas que se passam no nosso país”.
Flávio Furtado antecipou ainda que essa brandura pode custar caro a Jéssica na avaliação dos colegas de casa: “Eu acho que vão nomear uma má líder. Acho que ela vai levar de raquete vermelha”.
Cinha Jardim concordou com a previsão e considerou que o grupo não perdoará a inação da concorrente, ao contrário do que acontecia com perfis mais agressivos: “Acho que sim. A simpatia que têm, e foram tendo sempre com ela, é claro que nunca poderia ser uma Helena Isabel a ter este comportamento, ou uma outra qualquer que lá estivesse”.
Flávio Furtado concluiu a análise com uma comparação sobre a eficácia dos diferentes estilos de concorrentes: “Concorrentes como a Helena ou como a Miranda, é aquela do cão que ladra e não morde”.