
Ainda no Passadeira Vermelha da SIC Caras de hoje, 20 de maio de 2026, o tema das declarações de Liliana Aguiar esteve em análise.
A empresária recorreu às redes sociais para expressar a sua perplexidade perante o crescente movimento de pessoas que se identificam como animais, afirmando que estas devem procurar ajuda psiquiátrica em vez de se dirigirem a veterinários.
No programa, Zulmira Garrido assumiu ser a comentadora mais forte na crítica a este novo movimento da sociedade, alinhando-se com a perspetiva de Liliana Aguiar: “Quando comecei a ver isso na internet, achei que era brincadeira. Eu pus tudo em causa. É um movimento que existe e, de facto, o que é que eu posso dizer? Isto é lamentável. Quer dizer, é o degredo total para onde é que nós estamos a caminhar”.
Leia também: Lua de mel infernal: Quinita vive novo pesadelo e anuncia saída de «Casados à Primeira Vista»
A comentadora partilhou alguns vídeos que encontrou online para ilustrar o seu choque perante a situação: “Eu já vi cobras a atravessar a estrada, não eram animais, era uma pessoa, uma senhora. Andam de trela e andam outros com trela a passeá-los. Portanto, quer dizer, uma pessoa fica petrificada”.
Filipa Torrinha procurou trazer uma perspetiva mais clínica e empática para a discussão, embora tenha admitido que é uma área nova e ainda em estudo. Em resposta a Liliana Aguiar, a psicóloga esclareceu que a identificação com animais não é considerada, à partida, uma doença mental: “A Liliana tem a opinião dela, mas aquilo que eu sei, de facto, não é uma doença mental, o que não quer dizer que não exista um sofrimento psicológico associado a este tipo de comportamentos”.
Leia também: Márcia Soares acusa João Ricardo de criar narrativa falsa com Sara: “Está a escrever um guião”
A psicóloga reforçou que não concorda com os comentários de ridicularização e repúdio face a este fenómeno: “Acho interessante sempre a forma como as pessoas lidam com aquilo que não entendem ou que foge à norma daquilo que é a sua vida. Acho que nós não temos que aceitar nem gostar, e podemos achar até diferente e com alguma estranheza, mas o escárnio, a repulsa, o gozo não vai ajudar rigorosamente nada”.
Zulmira Garrido insistiu que tem dificuldade em aceitar este comportamento: “Eu para isto, sinceramente, não encontro explicação. O que é que se pode fazer mais é pegar realmente nestas criaturas, nestes seres, que eu não sei o que é que lhes hei de chamar, e entregar-lhes… Eu não consigo perceber, há aqui um distúrbio mental muito grande, só pode”.
Ao longo da conversa, Liliana Campos e David Motta levantaram a questão da inclusão destas pessoas na comunidade LGBTQ+, o que levou Zulmira a assumir tratar-se de “uma brincadeira”.
Filipa Torrinha respondeu que, na falta de respostas definitivas, a empatia e a tentativa de compreensão são sempre o melhor caminho, lembrando que todos os seres humanos têm comportamentos complexos e diversos que não podem ser resolvidos se continuarem a ser motivo de gozo na sociedade.