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Companheira de Pedro Jorge recusa pagar fortuna a pirata informático após burla e chantagem

Marisa Pires perde negócio nas redes sociais: "Estou cá outra vez a dar 2 mil euros e a encher os bolsos desta gente"

Na tentativa de recuperar o acesso à sua página de loja, Marisa Pires foi confrontada com um informático que exigiu o pagamento de um valor exorbitante, acabando por rejeitar a chantagem.

Para muitos ex-concorrentes de reality shows e figuras públicas, as redes sociais transformam-se numa autêntica montra de negócios após a exposição televisiva. No entanto, este mediatismo traz também perigos, e Marisa Pires, companheira de Pedro Jorge, está a viver na primeira pessoa o pesadelo do bloqueio digital e da tentativa de burla cibernética.

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A empresária utilizava a sua conta pessoal de Instagram para alavancar as vendas da sua loja de roupa, mas viu a página ser abruptamente encerrada cerca de uma semana antes do arranque do «Secret Story – Desafio Final». “É o meu trabalho. Isto foi um trabalho criado por mim. Foi devido ao nosso esforço e àquilo que nós fizemos que eu consegui conquistar estes seguidores“, lamentou em declarações exclusivas à TV 7 Dias. A companheira do concorrente da TVI não esconde o impacto da situação na sua vida: “Para o meu local de trabalho era uma mais-valia. Isto prejudicou-me um bocadinho a todos os níveis“.

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Ao contactar a Meta (empresa responsável pela rede social), Marisa Pires foi informada de que a suspensão derivou de queixas de ódio ou denúncias em massa, uma “moda” cada vez mais comum entre os haters. A justificação dada foi a de que “estava a infringir uma das leis que era a venda de marcas de terceiros e que consoante muitas mais denúncias que eles tiveram, foram obrigados a suspender a conta“. Uma explicação que a empresária rejeita liminarmente, garantindo que apenas comercializava os artigos do seu próprio negócio.

Sem soluções à vista após um mês de espera pela análise da equipa técnica, Marisa foi aconselhada a procurar uma via alternativa. Foi nesse momento que se deparou com um autêntico esquema de extorsão. “Arranjaram o contacto de alguém, um hacker, que podia desbloquear a conta, mas pediu-me 2 mil euros e eu disse: ‘Prefiro ficar sem o Instagram, por mais que a mim me cause transtorno […] mas não vou pagar 2 mil euros’“, revelou.

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A recusa em ceder à chantagem do indivíduo – que, segundo Marisa, “parecia tipo indiano, pela fotografia que aparece no ícone do WhatsApp” – não se deveu apenas ao montante avultado exigido, mas sim ao receio de entrar num ciclo interminável de roubo. De forma lúcida e pragmática, explicou o seu raciocínio: “O que é que eu pensei? ‘Eu agora vou pagar 2 mil euros. Este fulano, que vive disto, vai-me bloquear novamente porque tem os meus dados e, para a semana, estou cá outra vez a dar mais 2 mil euros e a encher os bolsos desta gente’“.

Sem encontrar qualquer justificação válida para o ataque informático de que foi alvo, a companheira de Pedro Jorge tomou uma decisão drástica e definitiva, fechando a porta aos esquemas fraudulentos que cada vez mais assombram as redes sociais. “Prefiro criar um novo Instagram e não pagar nada para reativar conta alguma“, rematou.

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