Em debate esteve a reação da atriz ao episódio da rubrica «Extremamente Desagradável», conduzida pela humorista Joana Marques.
A recente partilha de Mafalda Matos, na qual a atriz revelou estar no espectro do autismo e desabafou sobre o impacto da sátira feita por Joana Marques na rubrica «Extremamente Desagradável», esteve em análise na emissão desta terça-feira, 28 de julho, do «Passadeira Vermelha». Durante o programa da SIC Caras, apresentado por Liliana Campos, o comentador David Motta assumiu uma postura crítica e cética perante o registo exibido nas redes sociais.
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David Motta começou por abordar o tema com alguma reserva, admitindo a hipótese de o sofrimento ser real, mas sem afastar a perplexidade em relação ao conteúdo. “Em primeiro lugar, vou partir do pressuposto que isto é verdade, não é? (…) Que autista ou não, isto a ser verdade, a rapariga está em sofrimento, está em dor”, começou por assinalar, antes de detalhar a sua percepção após visualizar o vídeo. “Eu não conhecia a Mafalda nem o conteúdo da Mafalda. Fui ver (…) e eu achei penoso. (…) Fiquei com, senti que alguma coisa de errado não estava certa, por assim dizer“, declarou.
O comentador defendeu que a intervenção de Joana Marques não visava a condição de saúde da atriz, mas sim a sua presença digital. “Não achei em momento algum que a Joana Marques estivesse a fazer troça ou a questionar as pessoas com espectro do autismo. Achei que de facto era claramente uma sátira ou uma crítica ou ironizar a prestação da Mafalda nas redes sociais“, frisou.
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À medida que o debate se desenrolava, David Motta aprofundou as suas dúvidas sobre os reais objetivos da publicação. “Teve meia hora sem resposta. Eu não percebi se era ela a induzir-nos ou a querer dar-nos a entender que tentou o suicídio (…) Custa-me imenso dizer e quero mesmo acreditar que não é alguém a encostar-se a problemas seríssimos para ter uma voz ativa ou para ter engajamento“, atirou.
A fechar a sua análise no programa conduzido por Liliana Campos, David Motta reforçou as suspeitas sobre a elaboração do vídeo e o encerramento do comunicado da atriz. “Parece um bocado uma ‘self-tape’ de uma atriz para um ‘casting’, porque depois a maneira como o ‘post’ vem estruturado (…) ‘a Mafalda não dará entrevistas, não está disponível para contactos’, parece uma coisa muito estruturada“, concluiu, criticando a atitude de deixar o público preocupado e, em seguida, fechar os canais de comunicação.