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David Motta levanta dúvidas sobre simpatia de Cristina Ferreira com convidada no ‘Dois às 10’

David Motta expõe passado marcante após polémica de Cláudio Ramos com a convidada no 'Dois às 10'

O comentador da SIC Caras colocou em causa a postura dos apresentadores da TVI e analisou a busca incessante pelas audiências.

A controvérsia gerada pela entrevista de Ana Rita Barros no «Dois às 10» continuou em análise detalhada no «Passadeira Vermelha», da SIC Caras. Esta sexta-feira, 24 de julho, David Motta trouxe novas interrogações para o painel de debate, direcionando a atenção para a atitude dos dois rostos do matutino da TVI e para a própria procura de audiências na televisão.

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Iniciando a sua reflexão com uma provocação sobre o comportamento de Cristina Ferreira durante a emissão do programa da manhã, o comentador levantou dúvidas sobre o padrão de simpatia adotado em estúdio. “A rapariga no vídeo final que fez, que à maneira dela, com timidez, disse que se sentiu um bocadinho atacada pelo Cláudio, mas que a Cristina Ferreira foi mais simpática. (…) E eu só fiz um contraponto e deixei a pergunta no ar. Se ela fosse uma mulher magra, alta, bonita, consoante os padrões da beleza na sociedade (…) se teria sido assim?“, questionou.

David Motta apontou a responsabilidade dos métodos aplicados na televisão em canal aberto para prender o público ao ecrã. “Estão em televisão, num programa e numa estação que sabemos que nem sempre ou quase nunca os meios são tidos com muito cuidado para se chegar aos fins, que em televisão é a audiência (…). É a segunda vez no espaço de 2 meses em que falamos sobre gordofobia e o Cláudio Ramos“, observou.

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Para o elemento do programa da SIC Caras, a postura de Cláudio Ramos deixou a jovem criadora de conteúdos sem reação perante as câmaras. “Ela sentiu-se ameaçada, ela sentiu-se atacada, logo foi declaradamente vítima de gordofobia. E essas palavras foram proferidas pelo Cláudio, que também não o desculpa ele ter feito um aviso à navegação (…). A Ana Rita ficou sem chão. (…) E ela tem toda a legitimidade de ter ficado ofendida“, vincou.

No decorrer da emissão, David Motta partilhou ainda o seu testemunho pessoal sobre a luta contra o excesso de peso para fundamentar o conceito de saúde e felicidade. “Quando eu, por questões psicológicas, tive mais 30 kg (…) o índice de massa corporal é considerado obeso, eu (…) não era uma pessoa feliz. Eu estava a viver uma tristeza profunda e uma das razões (…) eu deixei de fazer coisas porque estava com excesso de peso e portanto eu pus a minha vida em pausa“, confidenciou.

A fechar a análise, o comentador frisou que a condição física não deve servir para rotular os indivíduos no espaço público. “Existem pessoas com morais e valores no sítio e que são esqueléticas e existem pessoas absolutamente execráveis e que são obesas. Portanto, não vamos agora demonizar, porque a gordofobia é isso, é demonizar as pessoas obesas, dizer que essas pessoas não podem ser felizes“, concluiu.

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