No programa V+ Fama, o futuro de José Mourinho esteve em cima da mesa.
Adriano Silva Martins lançou o debate sobre a possível ida do treinador para Espanha e garantiu: “A imprensa internacional não para de especular com uma possível saída do Special One do clube português para o Real Madrid”.
O apresentador recordou o entusiasmo inicial que marcou a contratação e confessou: “A mim o que me surpreende, Marta, é que depois de um ano a construir-se aqui uma narrativa de que a família tinha muita vontade de regressar a Portugal… Criou-se aqui uma narrativa de que o José Mourinho era o salvador do Benfica e que isto era a sétima maravilha do mundo”. A desilusão foi notória no seu remate: “E agora, se tiver uma proposta melhor, o José Mourinho vai-se embora”.
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Marta Aragão Pinto tomou a palavra para desconstruir a visão apresentada inicialmente aos adeptos e afirmou: “Eu acho que é caso para dizer que é uma narrativa que saiu totalmente ao lado”. A comentadora apontou o dedo à estratégia do clube: “O José Mourinho foi apresentado, eu acho, como uma cartada para a eleição do Rui Costa”.
Sobre as promessas que envolveram o regresso a Portugal, acrescentou: “Criou-se essa narrativa, como tu dizes, que vinha e ia pôr o Benfica campeão, que ia fazer tudo e mais alguma coisa, que a família estava muito contente. Agora sabemos que a família continua com a sua base em Londres”. A possível mudança para Espanha também foi questionada: “E agora começa-se a especular que poderá ir para o Real Madrid. Portanto, a pergunta é essa mesmo, que é então o que é que aconteceu ao projeto que ele vinha agarrar?”. Sobre os motivos do emblema espanhol, teorizou: “Agora sabe-se e especula-se que querem que ele vá para o Real Madrid para também pôr ordem no balneário”.
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A defesa do técnico surgiu através de outra voz no painel, que sublinhou o esforço investido no projeto nacional: “Ele tentou muito elevar esta equipa do Benfica. Tentou ferozmente. E não conseguiu totalmente os objetivos que ele, se calhar, almejava e que o próprio Benfica também esperava conseguir”. O sacrifício pessoal do técnico foi igualmente destacado: “A família, para ele, é sempre o mais importante da vida dele, mas, no entanto, dispôs-se a vir para Portugal e ficar longe da família, que permaneceu em Londres. Passou muitas noites lá, no centro do estágio, precisamente para pôr à ordem aquilo e para organizar aquela equipa”.
O debate terminou com uma reflexão de um terceiro comentador sobre a gestão de expectativas e a importância de Jorge Mendes neste processo: “Neste caso, eu acho que isto é uma história muito complicada, porque, no fundo, o que nós estamos aqui a falar é do José Mourinho, mas o que nós temos aqui a falar é de um grande agente de futebol, que é o agente dele, que realmente faz um trabalho magnífico e, por vezes, as expectativas são superiores à realidade”.
Em jeito de conclusão, deixou um reparo sobre as exigências da profissão e a falta de resultados de José Mourinho na Luz, explicando: “Se o posto da fasquia é muito alto, as coisas não se constroem sozinhas, os títulos valem o que valem, eu hoje sou o Special One, amanhã sou o The Last One. Por isso, eu acho que não correu bem no Benfica, no meu entender”.