Ex-príncipe André investigado por crimes sexuais e fraude no Reino Unido
Nova reviravolta: Polícia apura "má conduta em cargo público" de André Mountbatten-Windsor
Os detetives tentam agora ouvir o testemunho de uma mulher que alega ter sido levada para a residência de Windsor com intuitos sexuais.
O ex-príncipe André, de 66 anos, está no centro de uma nova e pormenorizada investigação criminal e, desta vez, as autoridades britânicas estão a avaliar suspeitas de crimes sexuais, fraudes e delitos financeiros que terão sido cometidos sob a capa de “má conduta em cargo público”, numa alusão ao período em que o ex-duque de York exerceu as funções de enviado especial para o comércio do Reino Unido.
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De acordo com as informações avançadas pela Sky News, os investigadores responsáveis pelo caso aguardam a realização de uma audição formal com uma mulher que garante ter-se deslocado à propriedade do aristocrata, em Windsor, “para fins sexuais”.
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Em paralelo, a Polícia do Vale do Tâmisa emitiu um apelo público para que outras eventuais vítimas que tenham sido de alguma forma ligadas à rede do criminoso sexual Jeffrey Epstein quebrem o silêncio e apresentem queixa.
Fontes próximas do processo explicaram ao referido canal de televisão que o conceito jurídico de “má conduta” é abrangente, permitindo à equipa de detetives “examinar diversos aspetos da suposta má conduta“, o que engloba desde abusos de poder a desvios financeiros.
Oliver Wright, chefe assistente da Polícia do Vale do Tâmisa, confirmou a delicadeza do processo em comunicado: “A nossa investigação sobre má conduta em cargo público continua. Má conduta em cargo público é um crime que pode assumir diferentes formas, tornando esta uma investigação complexa“.
O responsável policial garantiu que a justiça não irá recuar face ao estatuto do suspeito. “A nossa equipa de detetives altamente experiente está a trabalhar meticulosamente com uma quantidade significativa de informações recebidas do público e de outras fontes. Estamos comprometidos em conduzir uma investigação completa, seguindo todas as linhas de investigação razoáveis, independentemente de onde elas nos levem“, asseverou.
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Este adensamento das suspeitas surge meses após André Mountbatten-Windsor ter sido detido pelas autoridades no dia do seu 66.º aniversário, em fevereiro, acabando por ser libertado após passar 11 horas sob custódia numa esquadra.
A detenção foi precipitada pela desclassificação de um conjunto de documentos por parte do governo dos Estados Unidos, em janeiro, que sugeriam que o filho da rainha Isabel II terá aproveitado as suas missões diplomáticas e comerciais para partilhar informações confidenciais com o financeiro norte-americano Jeffrey Epstein.
O ex-membro da família real britânica continua a negar taxativamente qualquer envolvimento em atos ilícitos.
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A polémica ganhou novos contornos com a divulgação, ocorrida hoje, de vários arquivos estatais secretos em Londres pois, os relatórios provam o forte empenho pessoal da falecida monarca Isabel II na ascensão do seu filho predileto a cargos de relevo na diplomacia económica do país, numa altura em que a soberana desenhava os planos para manter a relevância institucional do ex-príncipe na máquina do Estado.