EXCLUSIVO. José Castelo Branco avança com processo criminal contra David Mota. Contamos tudo!
Socialite acusa antigo amigo de se ter apropriado indevidamente dos bens e de tentar vendê-los na plataforma Vinted...
O socialite José Castelo Branco formalizou uma queixa-crime junto do Ministério Público (DIAP de Lisboa) contra José David Mota Ambrósio, acusando o antigo amigo da prática do crime de abuso de confiança, na sua forma qualificada.
Na base desta denúncia, a que tivemos acesso, está a apropriação indevida e posterior tentativa de venda em plataformas digitais de artigos de luxo de elevado valor patrimonial e afetivo, nomeadamente uma rara carteira Hermès e um nécessaire Louis Vuitton.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
A relação de convivência entre ofendido e denunciado remonta ao ano de 2001, tendo tido início em Paris, durante a Semana de Alta Costura. No entanto, a confiança viria a estreitar-se de forma dramática anos mais tarde, na sequência do homicídio do padrasto de David Mota, em Portugal.
Leia também: Catarina Miranda não verga e contraria Léo Caeiro em direto: Defende Liliana Filipa e Cristina Ferreira
A queixa-crime relata que, no dia seguinte ao funeral, a mãe de David Mota, Maria das Dores, demonstrou um “comportamento festivo e descontraído” num jantar em casa de Castelo Branco, chegando a realizar tratamentos de botox pouco depois, o que levantou fortes suspeitas ao socialite sobre o envolvimento desta no crime.
Leia também: João Ricardo reage a notícia falsa sobre a sua morte: “Estou a escrever-vos do além”
Após a detenção de Maria das Dores, Castelo Branco assumiu o papel de protetor de David Mota, acolhendo-o na sua residência em Sintra durante cerca de um ano. Apesar desta proteção, as suspeitas financeiras começaram em 2009. Castelo Branco relata ter detetado compras fraudulentas online no valor aproximado de 14.000 euros em lojas de luxo como Dior, Versace e Valentino, suspeitando que o autor seria David Mota, embora sem provas suficientes à data.
No documento da denuncia, ainda podemos ler que o comentador do Passadeira Vermelha da SIC Caras terá alegadamente fugido para Londres após um processo judicial interposto pelo próprio pai, relacionado com a falsificação de um cheque de 380.000 euros, crime cometido em coautoria com a mãe.
A rutura material que motiva o presente processo criminal foca-se em dois bens específicos: um nécessaire Louis Vuitton (adquirido em 2006 por cerca de 4.000 euros) e uma carteira vintage Hermès Kelly em pele de crocodilo, dos anos 60, de elevado valor.
Segundo o documento, o nécessaire foi deixado em 2018 na Casa do Visconde de Ouguela, em Sintra, a pedido de David Mota, e acabou por desaparecer, reaparecendo anos mais tarde na posse do denunciado.
Já o percurso da carteira Hermès é mais complexo. Castelo Branco havia deixado a mala para reparação numa sapataria em Lisboa (“Allid”). Em 2023, David Mota ter-se-á dirigido ao estabelecimento e levantado a carteira sem autorização válida, invocando um falso consentimento do proprietário sob o pretexto de que o objeto corria o risco de ser roubado devido ao seu elevado valor. O esquema só foi descoberto pelo ofendido em 2024, quando contactou o sapateiro para recuperar a carteira, um colete Denis Basso e umas sandálias YSL, sendo informado de que tudo havia sido entregue a Mota.
As tentativas de recuperação revelaram-se infrutíferas. David Mota terá ignorado as insistências, alegando a dada altura que a carteira estaria com um maquilhador conhecido como “Frederico“. Contudo, num encontro fortuito durante o batizado da neta de Castelo Branco, em março de 2024, Frederico desmentiu esta versão, confirmando que os bens permaneciam na posse de Mota.
O ponto de viragem nesta investigação privada conduzida pela equipa legal de Castelo Branco deu-se em 2025, com o aparecimento de ambos os artigos à venda na plataforma Vinted. A conta responsável pela venda, sob o nome de utilizador comtessedelamotte e localizada em Ferrel, Portugal, listou a carteira Hermès por valores que rondavam os 5.000 euros. No entanto, a descrição da venda constituiu, segundo a queixa apresentada, a prova cabal: o anúncio detalhava uma intervenção de restauro no início dos anos 2000 em Paris e uma segunda intervenção recente nos cantos inferiores.
Estas descrições coincidem de forma cirúrgica com o histórico exato do bem pertencente a Castelo Branco, provando a sua identidade material. O anúncio incluía ainda fotografias onde eram visíveis as mãos do denunciado.
A queixa-crime destaca que a mala Hermès Kelly em questão tem um valor de mercado muito superior ao anunciado, estando frequentemente cotada em leilões internacionais acima dos 30.000 euros, enquanto o nécessaire Louis Vuitton é avaliado em cerca de 2.500 euros.
Os factos narrados consubstanciam a prática de um crime de abuso de confiança, previsto no artigo 205.º do Código Penal. A equipa de advogados de José Castelo Branco defende que este ilícito assume uma forma qualificada, tanto pelo elevado valor patrimonial dos artigos, como pelo aproveitamento de uma relação de confiança especial. A conduta de David Mota é descrita como revelando “manifesto desprezo pelo direito de propriedade do ofendido”, com a intenção clara de incorporar os bens de luxo no seu próprio património através da sua venda pública na Vinted.
A defesa do socialite, numa queixa formalizada a 29 de outubro de 2025, exige a identificação e localização do denunciado, a solicitação de registos à Vinted para confirmar a titularidade das contas associadas aos anúncios, o interrogatório do suspeito e a imediata apreensão e restituição dos artigos de luxo ao seu legítimo proprietário.


