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“Filho de doutor não dá jogador”: Bernardo Silva recorda os anos difíceis na formação do Benfica

Bernardo Silva lembra pressão na Luz e conselhos dos pais: "Precisava de ter um plano B"

O internacional português esteve no “Alta Definição” e abriu o coração sobre as dificuldades que enfrentou nas camadas jovens encarnadas, revelando como as críticas o tornaram mais forte

Bernardo Silva é hoje um dos nomes maiores do desporto mundial, mas o caminho até ao topo esteve longe de ser facilitado. Em entrevista a Daniel Oliveira, no programa “Alta Definição” da SIC, o craque do Manchester City e da Seleção Nacional recordou a fase mais delicada da sua formação no Sport Lisboa e Benfica, período em que o seu sonho esteve em risco devido a um desenvolvimento físico tardio em relação aos colegas.

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O médio confessou que o início do seu percurso desportivo foi promissor, mas a transição para a adolescência trouxe desafios inesperados e muita frustração. “Eu começo no Benfica com sete anos, em que tudo me corria bem até aos 12, jogava sempre, jogava bem. E de repente, a partir dos 12, uma quebra física em que eu cresço bastante mais tarde que os outros, e sou mais pequenino, mais lento“, recordou de forma crua.

Esta limitação atirou o jovem talento para o banco de suplentes durante vários anos cruciais para o seu desenvolvimento.

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Dos 12 até aos 17, eu não jogo, não jogo de todo na formação do Benfica. E, portanto, isso cria dúvidas, que foi uma fase difícil para mim. Sentir que não tive tudo muito rápido, como se calhar algumas pessoas tiveram“, desabafou.

O jogador não esquece os rótulos e os preconceitos que lhe tentaram colar nessa época, partilhando uma frase marcante que ouviu dentro do clube: “Filho de doutor não dá jogador. Disseram-me na formação. E esses momentos também nos fazem mais fortes“.

Apesar de todas as contrariedades, a sua estrutura familiar revelou-se um pilar fundamental para manter o foco e os pés bem assentes na terra, exigindo sempre que o futebol não anulasse a educação académica. “Os meus pais apoiavam-me muito para eu fazer aquilo que eu amava […] mas metiam-me um travão no sentido em que eu precisava de ter um plano B. Portanto, eu precisava de cumprir os mínimos na escola“, explicou o atleta, reforçando o sentido de realidade que lhe foi incutido. “Se conseguisse cumprir o meu sonho, conseguia, e felizmente consegui. E se não conseguisse, é a vida. Claro que iria ficar muito triste, mas seguia em frente com o plano B, neste caso a escola“, rematou.

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