Enquanto Carolina Ortigão e Sofia Jardim defenderam a liberdade de partilha da artista, Joana Latino considerou o discurso imaturo e desprovido de peso emocional.
A recente participação de Bárbara Tinoco no podcast “A Vida Não É o Que Aparece”, do Jornal Público, onde abordou sem tabus as dificuldades da sua gravidez, esteve em análise no programa «Passadeira Vermelha», da SIC Caras. Confrontadas por Liliana Campos com as declarações da artista, as comentadoras dividiram-se entre a empatia com as dores da gestação e duras críticas à maturidade da intérprete de “A Coisa Mais Assustadora”.
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No podcast, Bárbara Tinoco quebrou o romantismo associado à maternidade e assumiu o seu mau-estar ao longo dos nove meses. “Não foi só o primeiro trimestre, foram todos maus. Não, eu lembrava-me das pessoas a dizer: ‘Não, gravidez não é doença.’ Se calhar para ti não foi doença, para mim foi. Eu nunca estive tão vulnerável na vida, eu estava péssima, eu era tipo dependente, portanto eu odiei estar grávida. Eu odiei estar grávida e amei ser mãe“, confessou a cantora, assumindo ter vivido sob o signo do medo: “Nunca me tinha sentido tão assustada na vida. Também eu sou um bocadinho louca com as doenças e estar-me a sentir doente tão prolongadamente e não saber quando é que vai passar… Tive todos estes medos durante a gravidez“.
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O testemunho, elogiado por Liliana Campos pela coragem de falar abertamente sem receio do julgamento público, mereceu uma reação implacável por parte de Joana Latino que, desvalorizou a densidade do discurso da jovem e apontou-lhe uma suposta fragilidade no plano psicológico.
“Ela é muito miúda. Já não me lembro que idade é que a Bárbara Tinoco tem, ela já não é assim tão nova. (…) Precisamente, mas parece-me que ela emocionalmente ainda é bastante pequenina, bastante bebé, e ela faz aqui uma hiper simplificação assustadora de tudo isto.“, disse a comentadora, sugerindo ainda que a cantora pudesse sofrer de uma patologia real durante o processo: “Eu acho que ela tinha mesmo, ela era capaz de ter diabetes gestacional, qualquer coisa, uma doença associada“.
A visão de Joana Latino acabou por ser contrariada pelas restantes mulheres do painel pois, Carolina Ortigão defendeu a legitimidade do desabafo e considerou que o foco deve permanecer no desfecho positivo da maternidade.
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“Eu ao contrário, eu entendo, há pessoas que não gostam de gravidez por várias razões, passam mal, passam enjoos, não gostam de, enfim, dormem mal… (…) Não tem mal nenhum a pessoa assumir, dizer eu não gostei de estar à espera do bebé. (…) Agora, seria muito triste dizer eu odiei ser mãe. Portanto, o que ela depois remata é que é o mais importante, eu gosto é de ser mãe, portanto esta é a parte que me interessa“, contrapôs, a mãe do Lourenço Ortigão.
Também Sofia Jardim se solidarizou com as palavras de Bárbara Tinoco, partilhando que viveu uma experiência idêntica nas suas duas gestações. “Eu não gostei, eu não gostei de estar grávida e toda a gente dizia: ‘Ai, a gravidez é um estado de graça.’ Eu achava que não tinha graça nenhuma porque eu estava a vomitar o tempo todo, não interessa, e não me sentia nada bem. Vomitei até ao fim“, recordou a comentadora, preferindo destacar o amadurecimento artístico que este processo trouxe à cantora.
“Eu acho que até a nível de músicas dela mudou, porque ela era sempre aquela menininha que cantava as musiquinhas muito fofinhas e muito pequenininhas e agora já quando está a contar esta experiência dela já se nota aqui uma mudança em que ela já está um bocadinho mais madura. (…) Tem outra forma já de ver a vida“, concluiu, Sofia Jardim.
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