No programa «Passadeira Vermelha», o painel apontou o dedo à postura defensiva e altiva da visada perante as críticas do público.
A mais recente polémica nas redes sociais envolve Helena Coelho, que está a ser duramente acusada de promover a exclusão social e a falta de representatividade num evento recente da sua marca e, o assunto foi analisado no programa «Passadeira Vermelha», da SIC Caras, onde a postura reativa da empresária mereceu duras críticas por parte de Filipa Torrinha Nunes.
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A polémica escalou após a influenciadora Giovanna Rodrigues publicar um vídeo a expor a ausência de diversidade étnica no lançamento e, Helena Coelho defendeu-se prontamente nas redes sociais, afirmando que a seleção das seguidoras foi feita aleatoriamente através de um sorteio em Excel. No entanto, foi o tom da resposta que incomodou o painel. “O problema não é Helena Coelho ter convidado aquele grupo de pessoas que convidou, porque isso pode ter acontecido por muitas razões, o problema é quando Helena Coelho é confrontada com pontos de vista diferentes, ela ataca e é arrogante. Eu tenho zero paciência para este tipo de arrogância“, atirou Filipa Torrinha Nunes.
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A comentadora lamentou que a empresária se tenha escudado em narrativas familiares para branquear a situação no esclarecimento que publicou posteriormente. “Ela defende-se e ela ainda faz uma coisa que eu acho um bocadinho menos interessante, que é abordar a questão da filha, abordar a questão da educação em relação à filha, abordar os seus valores, como se isso invalidasse, que de algum modo ela fosse incorreta“, observou Filipa, traduzindo a mensagem partilhada por Helena: “O que eu interpreto que ela disse foi: ‘Quão boazinha eu sou, vejam só como eu sou boa pessoa, eu jamais teria feito isto.’ […] Isso é muito pobre para mim, é mesmo muito pobre e é viver numa bolha de realidade“.
Liliana Campos concordou que o sorteio de inscrições é, por si só, um processo cego e aleatório, mas a tertúlia sublinhou que a verdadeira falha esteve na total ausência de empatia e na recusa em refletir sobre um problema estrutural. “Não é questão de não ter naquele evento, é a forma como depois tu reages. Helena está disponível para pensar sobre um assunto, sobre uma temática? Tem a ver um pouco com isto. E é aí que eu acho que Helena falha“, concluiu Filipa Torrinha Nunes.
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