Fim da investigação: Morte de Diogo Jota e André Silva em acidente de viação não terá desdobramentos criminais
O rebentamento de um pneu esteve na origem do despiste fatal que vitimou o internacional português e o jogador do Penafiel.
As autoridades espanholas deram por concluída a investigação ao trágico acidente de viação que vitimou o internacional português Diogo Jota e o seu irmão mais novo, André Silva, em julho do ano passado, determinando que não existiu qualquer tipo de responsabilidade criminal na ocorrência.
A decisão encerra a vertente judicial de um acontecimento que deixou o mundo do futebol de luto e profundamente em choque.
Segundo um relatório a que a publicação desportiva The Athletic teve acesso, o caso foi oficialmente arquivado em novembro de 2025, após um longo período de revisão do processo. Este procedimento de encerramento contou com a colaboração e análise de vários especialistas em trânsito e sinistralidade rodoviária, que avaliaram minuciosamente as condições da viatura e da via. Desta forma, e baseando-se nas conclusões técnicas, o tribunal decidiu não instaurar qualquer processo criminal em relação à morte dos dois atletas.
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Recorde-se que o fatídico acidente aconteceu na madrugada do dia 3 de julho de 2025, ao quilómetro 65 da autoestrada A-52, no município de Cernadilla, na província espanhola de Zamora. Diogo Jota, de 28 anos, conduzia o veículo onde seguia também o seu irmão André Silva, de 25 anos, extremo que representava o Penafiel na Segunda Liga portuguesa. Os dados apurados pelas autoridades, nomeadamente a Guardia Civil, indicaram que o despiste fatal terá sido provocado pelo rebentamento de um pneu, num cenário onde também foi equacionada a possibilidade de excesso de velocidade.
Na sequência do problema técnico com o pneu, a viatura embateu com grande violência no separador central, saiu da estrada e ficou imediatamente envolta em chamas. O incêndio tomou proporções de tal forma severas que acabou mesmo por alastrar à vegetação circundante, impossibilitando qualquer intervenção rápida de socorro e resultando na morte imediata dos dois irmãos.
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A tragédia gerou na altura uma imensa onda de consternação internacional, multiplicando-se as homenagens a Diogo Jota, figura de proa do Liverpool e da Seleção Nacional, e a André Silva, recordado por todos os colegas como um jovem trabalhador, de enorme humildade e que nunca descuidou a sua formação académica.