O discurso hilariante e emotivo da Voz para Ana: “Um comboio sem travões”
"Cagalhão" em prime time: Voz brinca com o vocabulário de Ana na despedida da casa
Num discurso que misturou o humor nortenho com a profundidade de uma “mulher de armas”, a Voz celebrou a autenticidade de Ana e o seu domínio absoluto na cozinha da Malveira.
A poucas horas de se apagar a luz da casa do Secret Story 10, a Voz continuou a sua ronda de despedidas emocionantes ontem à noite e, quando foi a vez de Ana, a carismática concorrente vinda do Norte, ouviu o balanço de um percurso marcado pela intensidade, pela gastronomia e por um vocabulário que já entrou para a história dos reality shows em Portugal.
A Voz definiu Ana como um “comboio sem travões”, destacando a sua incapacidade de usar filtros e a sua entrega total ao jogo, quer fosse a defender os seus aliados, Luzia e Tiago, ou a governar os “tachos e panelas”. Entre risos, a entidade soberana desmistificou o rótulo de “cusca”, preferindo chamar-lhe “curiosidade extrema”, e recordou o momento em que Ana imortalizou expressões menos próprias em horário nobre.
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Eis o discurso completo da Voz para Ana: “Ana, há pessoas que não se explicam com facilidade. Porque se sentem com toda a sua autenticidade e complexidade. E a Ana fez-se sentir do primeiro ao último dia. Autêntica, sem filtros, sem meias medidas. Um verdadeiro comboio sem travões, mas com o coração no sítio certo. Veio do Norte com a força de quem sabe ao que vai. Mulher de armas, mãe, filha e dona de si própria, sem nunca pedir permissão para ser quem é. Sente tudo, chora com facilidade, ri com a mesma intensidade e se for preciso também manda vir sem grande dificuldade. Mas depois, pronto, está tudo bem. Está tudo bem. Está. À maneira dela. Nunca gostou de rótulos, muito menos de ser chamada de “cuscovelheira”. Ana não é cusca, atenção. É apenas muito curiosa. E essa curiosidade levou-a longe. Até nas missões, onde teve de negar tudo o que queria fazer e fez isso como poucos conseguiriam. Tem uma voz inconfundível, rouca, forte, presente. Uma voz que ecoou pela minha casa e que ninguém conseguiu ignorar. Mas se há reino onde a Ana foi soberana, foi na cozinha. Mestre da culinária, dona e senhora dos tachos, das panelas e às vezes das decisões. Porque entre regras na cozinha e refeições também houve espaço para algumas malandrices que a casa não esquece, ou pelo menos não engoliu bem. Ao que parece tinha muita pimenta. Criou laços Com a Luzia, com o Tiago, amizades que não precisam de muitas palavras porque são verdadeiras. E depois há histórias que ficam no ar, com o Ricardo João, que carinhosamente a chamava de “teranfo”. Enfim, a Ana pôs-se em primeiro lugar e quem a pode julgar por isso? Entre risos, discussões, inclusive air E palavras que ficaram para a história, sim, essa mesma: “Cagalhão”. Nunca antes dita tantas vezes, muito menos em prime time. E mesmo que mais tarde tenham tentado reclamar a patente, não soa igual na voz de outra pessoa. A Ana marcou esta casa como poucos conseguem. Um autêntico trator, uma força da natureza. E hoje, finalista Diga-lhe com todo o mérito. Brindemos à mulher que nunca se escondeu e que agora segue para conquistar o mundo cá fora. Que desta experiência leve consigo o que já merecia há tanto tempo: paz, alegria e o melhor da vida. Muitos parabéns, Ana. À sua! Parabéns, Ana!”
Ana, que nunca escondeu as suas emoções, ouviu a homenagem com o sorriso e lágrimas que escorreram pelo rosto e que a caracterizaram durante toda a estadia na Malveira.
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A “dona da cozinha” chega à final com a garantia de que a sua voz rouca e a sua frontalidade deixaram uma marca indelével na décima edição do formato.
Agora, resta saber se a “pimenta” de Ana foi o ingrediente secreto necessário para conquistar o prémio final.
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