“Há pessoas que para mim já morreram”: Toy assume corte definitivo com ex-mulher
Cantor garante que a relação com os filhos nunca foi afetada, mas cortou laços definitivos com a ex-mulher devido a situações graves
O cantor Toy marcou presença na emissão de hoje do programa Dois às 10 para uma entrevista com Cristina Ferreira, onde abordou o passado familiar, a juventude e o fim do seu primeiro casamento.
O artista lembrou os tempos difíceis do início da vida adulta e a rutura com a mãe dos seus filhos, com quem partilhou mais de 26 anos de vida em comum.
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Recordando a juventude, Toy explicou que imigrou para a Alemanha aos 17 anos e que o pai não marcou presença no seu primeiro enlace por não acreditar no futuro da relação. Contudo, o cenário inverteu-se anos mais tarde. Aos 21 anos, o cantor ajudou o progenitor a ultrapassar um problema financeiro emprestando-lhe dinheiro, um gesto que mudou a dinâmica entre ambos. Segundo o próprio, a partir desse momento, o pai passou a respeitá-lo profundamente até ao final da vida.
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A atenção da entrevista recaiu depois sobre o fim do seu primeiro casamento. Confrontado com a dificuldade de abandonar uma estrutura familiar consolidada de 26 anos, o cantor assumiu que a paixão falou mais alto e que o lado material não se deve sobrepor aos sentimentos. Explicou assim a sua decisão: “Foi difícil, mas o amor é que manda. E nós nunca devemos deixar de fazer as coisas por amor só por questões materiais.”
Apesar da separação, Toy garantiu que a relação com os filhos nunca foi afetada e manifestou um grande orgulho no seu papel de pai.
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No entanto, o cenário é distinto no que diz respeito à antiga companheira, admitindo o corte definitivo de laços. Questionado sobre os motivos do afastamento, preferiu não expor terceiros, mas deixou transparecer a existência de conflitos sérios: “O caso é que passaram-se algumas coisas muito graves, muito nossas, que foram demasiado graves para eu conseguir aceitar que isto tivesse acontecido.”
Cristina Ferreira procurou saber se haveria espaço para uma futura aproximação cordial a pensar nos filhos, mas o cantor rejeitou a hipótese e assumiu ser de ideias fixas. Na sua perspetiva, a mágoa foi irremediável: “Há pessoas debaixo da terra que para mim estão vivas, há outras que andam de um lado para o outro e para mim já morreram.” Para ilustrar o seu limite de tolerância, Toy utilizou uma metáfora sobre a sua capacidade de perdoar, que tem um fim quando as feridas são demasiado profundas: “Quando aquele interruptor aciona e desliga, não vale a pena voltar a ligar, que ele fundiu.”