Helena Coelho responde à polémica do concerto de Bad Bunny e lamenta extremismo!
Helena Coelho quebrou o silêncio após ser alvo de ataques por criticar o concerto de Bad Bunny. A influenciadora revelou que foi insultada na rua.
Helena Coelho foi alvo de duras críticas nos últimos dias após partilhar a sua opinião sobre o concerto de Bad Bunny no Estádio da Luz.
Na manhã desta sexta-feira, dia 29 de maio, a influenciadora digital recorreu às redes sociais para esclarecer as suas declarações e lamentar a onda de ódio de que foi alvo, revelando que as represálias chegaram a passar para a via pública.
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Através de um longo vídeo publicado online, começou por explicar o contexto da sua ida ao espetáculo para dissipar quaisquer dúvidas sobre as suas intenções: “Está toda a gente a dormir aqui em casa, mas eu queria mesmo muito fazer este vídeo. Então, como vocês sabem, há dois dias fui ao concerto de Bad Bunny no Estádio da Luz e, começo por aqui, eu queria muito ir, muito mesmo. Comprei o meu bilhete há quase um ano, estive horas na fila, como a maioria de vocês, online, paguei como toda a gente, fui com as minhas amigas, que também gostam muito dele, e não fui por um convite, não fui porque sim, não fui para ocupar o lugar de ninguém, fui mesmo porque sou genuinamente fã”.
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A influenciadora justificou o vídeo partilhado à saída do evento, assumindo que as palavras foram ditas de forma impulsiva, mas manteve a essência da sua análise face à experiência vivida no recinto. “Talvez hoje eu dissesse com outro tom, talvez hoje eu dissesse com outras palavras, porque quando estamos a sair de um concerto, falamos naquele calor do momento, sabem? Portanto, gostamos da experiência, gostamos das músicas, mas o concerto para nós, naquele sítio, naquele dia, naquele momento, não correspondeu totalmente à nossa expectativa”, explicou, detalhando que a visibilidade limitada, falhas no som e uma aparente falta de dinâmica cénica motivaram as suas observações.
Perante a forte indignação gerada na internet, confessou-se surpreendida e assustada com a agressividade e a desproporção das reações dos fãs do artista: “E eu vou ser sincera, eu não sabia que existia uma intolerância musical, mas ficou completamente anotado, até porque uma coisa, e que é saudável, é discordar da minha opinião, isso é completamente normal. Outra coisa é transformar uma opinião sobre um espetáculo numa autorização coletiva para insultar, humilhar, perseguir. O André foi atacado na rua, eu fui atacada na rua, pessoas a chamarem-me nomes no meio da rua, a inventar informações. É tratar isto como se eu tivesse cometido um crime público”.
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Para ilustrar o seu ponto de vista, usou uma analogia simples com uma experiência num restaurante: “Eu posso adorar sushi e ainda assim perceber que naquele dia o arroz vinha meio frouxo, o peixe não estava no seu melhor, e não deixo de gostar de sushi só porque naquele dia não adorei. Posso continuar a achar que aquele não foi o jantar da minha vida, e com a música é igual”.
Ao longo do seu desabafo, lamentou o extremismo das redes sociais, onde a nuance parece ter desaparecido por completo. “Parece que hoje em dia, ou amamos tudo de uma forma absoluta, absurda, ou então somos inimigos. Ou dizemos que foi perfeito, ou somos ingratos. E eu não vivo nesse extremo. Eu acho que não tenho que provar que sou fã. Não tenho que pedir desculpa por ter comprado um bilhete e ter tido uma opinião”, atirou. Sobre a sua saída antecipada do estádio, justificou-a com motivos logísticos de trânsito, episódios reais de ansiedade e o desejo de conseguir chegar a casa a tempo de ver a filha acordada, garantindo que são motivos válidos que “não transformam ninguém num monstro”.
A concluir o esclarecimento, deixou uma reflexão sobre o estado atual da liberdade de expressão no mundo digital: “Talvez a parte mais importante desta história não seja o concerto, não seja a minha opinião, é percebermos que uma opinião banal se transforma nesta avalanche de ódio, que há liberdade de expressão sim, mas o custo de exercer essa liberdade de expressão nos últimos anos subiu de tal forma que as pessoas se autocensuram. Um mundo onde temos medo de dizer não gostei é um mundo muito mais pobre do que parece”.
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