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Hernâni Carvalho denuncia agressões ao namorado da filha de Delfina Cruz: “Não é à pancada que se sacam declarações”

No programa 'Casa Feliz' desta segunda-feira, o analista criminal revelou que o companheiro de Maria Custódia Amaral, inocente no caso, foi "encostado à parede" e puxado pelos colarinhos para confessar o crime, comparando os métodos aos da Inquisição.

Hernâni Carvalho surpreendeu os espectadores do programa Casa Feliz, da SIC, na manhã desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, ao fazer uma denúncia grave relacionada com a investigação do homicídio de Maria Custódia Amaral.

A filha da atriz Delfina Cruz foi assassinada no passado dia 19 de janeiro e, segundo o analista criminal, o atual namorado da vítima terá sido alvo de métodos abusivos para confessar um crime que não cometeu. Durante a rubrica de atualidade criminal, Hernâni Carvalho desafiou o companheiro da vítima a vir a público expor o que sofreu.

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O jornalista começou por dizer que “se calhar era interessante o namorado desta senhora, que ficou lá em casa à espera dela, contar como foi contactado, quem o contactou e de que maneira é que foi agredido para contar o que tinha feito à namorada”, sublinhando que “ele tem de contar o que contou ao Luís Maia em público”.

Quando questionado pela apresentadora Diana Chaves sobre se estava a insinuar que o homem tinha sido apenas pressionado, Hernâni foi perentório ao afirmar que “pressionado é uma expressão eufemística”, sugerindo um nível de coação muito superior.

O analista foi mais longe nas críticas às autoridades ou a quem conduziu o interrogatório inicial, comparando a atuação a tempos sombrios da história, referindo que “há muitos anos que já se sabe que a investigação criminal não deve usar os métodos da Inquisição e cada vez que usa corre mal”.

Hernâni lembrou ainda “os métodos que são usados por algumas polícias nos Estados Unidos e dos erros policiais que isso acarreta, dos homens que são retirados dos corredores da morte por provas finalmente apuradas de que não foram eles, por causa da pressa da investigação criminal”.

Para o rosto da SIC, “a investigação criminal não tem de ter pressa, tem de usar a sua velocidade e não é à pancada que se sacam declarações”.

Ainda garantiu ainda que ele e o repórter Luís Maia “sabíamos há vários dias que não tinha sido o namorado dela o culpado”, pois “o Maia foi entrevistá-los e sabíamos detalhes para perceber que o rapaz não tem nada a ver com isso”. Por fim, Hernâni Carvalho foi específico na descrição da violência alegadamente exercida, incentivando o namorado da consultora imobiliária a falar agora.

O comentador rematou dizendo que “está na hora de ele contar como é que lhe puxaram pelos colarinhos, como é que o encostaram à parede, o que é que eles disseram e quem”, concluindo com um assertivo “agora é que é”.

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