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Morreu o ator espanhol Manolo Solo aos 62 anos

Cinema espanhol de luto: Morre Manolo Solo, "um rosto fundamental" da representação

Distinguido com o prémio Goya em 2016, o intérprete não resistiu a um cancro, em Madrid.

O cinema espanhol está de luto. O ator Manolo Solo morreu esta quinta-feira, 30 de julho, em Madrid, aos 62 anos, vítima de doença oncológica, conforme anunciou a Academia de Cinema de Espanha, que o recordou como “um rosto fundamental do cinema espanhol”.

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O percurso de Manolo Solo mantinha-se ativo até aos seus últimos dias. O artista encontrava-se a gravar a série “Las Vecinas” e celebrou recentemente a estreia da longa-metragem “A desconhecida”, na plataforma Netflix. O intérprete integra também o elenco do filme “Aquí”, do realizador português Tiago Guedes, com chegada às salas de cinema prevista para o próximo mês de dezembro.

Nascido em Algeciras, no ano de 1964, Manuel Serrano concluiu a licenciatura em Ciências da Educação em Sevilha, optando por não exercer o ensino. Paralelamente à música, onde integrou projetos rock como Los Relicarios, Combo Crónico e Los Kevin Bacons, adotou o nome artístico Manolo Solo e construiu um percurso na representação, entre o teatro e os ecrãs.

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Ao longo do seu percurso profissional, colaborou com realizadores proeminentes como Alberto Rodríguez, Guillermo del Toro, Isabel Coixet, José Luis Cuerda, Álex de la Iglesia e Alejandro Amenábar, tendo subido aos palcos em produções como “Mrs. Dalloway”, “Romeu e Julieta” e “Bodas de Sangue”.

A Academia de Cinema de Espanha enalteceu o contributo do ator em produções “que marcaram as últimas décadas“, destacando as interpretações nos filmes “Fechar os Olhos” (2023), de Víctor Erice, e “A Quinta” (2025), de Avelina Prat.

O reconhecimento do seu trabalho incluiu a conquista do prémio Goya de Melhor Ator Secundário pelo desempenho em “Tarde para la ira” (2016). O artista somou outras nomeações ao longo da carreira, designadamente em 2024 com “Fechar os Olhos” e no presente ano com “A Quinta”, projeto em que partilhou o ecrã com a atriz portuguesa Maria de Medeiros.

O percurso de Manolo Solo foi ainda assinalado com distinções do Sindicato de Atores de Espanha, do Círculo de Escritores Cinematográficos e com o Prémio Luz do Festival de Cinema Ibero-Americano de Huelva.

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