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“Vamos todos ser escravos”. Diogo Faro vislumbra cenário negro com o avanço da IA e atira: “psicopatas bilionários”

Diogo Faro lança alerta sobre inteligência artificial e destruição de livros

O humorista recorreu às plataformas digitais para avisar sobre os riscos do controlo de informação por parte das multinacionais de tecnologia.

O humorista Diogo Faro recorreu às redes sociais para manifestar a sua indignação e preocupação com o rumo do desenvolvimento da inteligência artificial, comparando as práticas de grandes empresas tecnológicas a episódios negros da história mundial.

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Num vídeo publicado nas suas contas oficiais, o comediante começou por questionar a inércia perante a recolha maciça de conhecimento. “Então isto está a acontecer e não estamos todos a passar. Quando digo todos, sei que governos do mundo inteiro, União Europeia, nada. O que é que está a passar?“, começou por indagar, acusando os “psicopatas bilionários tecnobros da inteligência artificial” de estarem a “digitalizá-los todos e destruí-los a seguir. Sim, que nem nazis e fogueiras de livros, é isso. Estão a destruir“.

Na ótica do humorista, a eliminação de acervos físicos tem como intuito central a privatização da informação global. “Porque é que isto é gravíssimo? Porque estão a recolher para si, estão a destruir para já memória coletiva de religiões, histórias, culturas, ideias, correntes de pensamento. O que é que isto faz? Vai diminuindo aos poucos a memória coletiva este conhecimento todo da população mundial, estão a guardar para si esse conhecimento para poderem controlá-lo“, advertiu, sustentando que a meta passa por criar subscrições para o acesso ao saber: “O objetivo é que a inteligência geral, o conhecimento, só esteja acessível através de pagamento“.

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Durante o desabafo, Diogo Faro lamentou também a crescente dependência das pessoas em relação a ferramentas digitais no quotidiano e nas relações interpessoais. “Há gente que até para engatar, para estar no flerte, usa o ChatGPT. Eu já disse aqui mais que uma vez, quem faz isto não merece pinar. Não merece pinar. Acabou-se“, disparou em tom satírico.

O comediante concluiu o seu discurso a alertar para a perda de liberdade no futuro, ligando o tema ao seu próximo projeto nos palcos. “Vamos todos em breve ser daqui a poucos anos todos escravos destes malucos e de inteligência artificial …“, declarou.

 

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