Isabel Figueira no ‘Extra’: “Conversas de homens a sexualizar mulheres são “espelho da sociedade”
Isabel Figueira destacou que Tatiana foi a única com coragem de dizer uma realidade que é espelho do que acontece cá fora
O programa Extra do Big Brother de ontem iniciou a sua emissão com o tema mais falado das últimas quarenta e oito horas.
Em análise estiveram as polémicas imagens reveladas na gala de domingo, onde Boris confessou a Nuno que pretendia usar e deitar fora a concorrente Raquel.
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A apresentadora Marta Cardoso lançou o debate recordando as incidências da noite: “Portanto, tudo começa aqui. Toda a casa vê as imagens, a Raquel reage a estas imagens, o Boris justifica-se como sendo uma brincadeira, a Tatiana não aceita esta justificação de ser uma brincadeira e percebe-se que o Boris fica incomodado. Primeiras reações àquilo que acabámos de ver”.
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Ao ser chamada a intervir, Isabel Figueira não poupou nas críticas à dupla de concorrentes e enalteceu a postura de outra colega perante a situação. A comentadora começou por destacar o papel afirmativo de Tatiana perante o grupo: “Bem, aqui, pelos vistos, a Tatiana foi a única que teve coragem de dizer uma realidade que é um espelho daquilo que acontece cá fora”.
A comentadora aprofundou o seu raciocínio, apontando o dedo à normalização deste tipo de linguagem. Para Isabel Figueira, o momento televisivo ilustra um problema maior: “Portanto, esta conversa entre o Boris e o Nuno é uma conversa que acontece, é um bocadinho um espelho da sociedade, a conversa entre homens, às vezes nem estão dois, estão dez, a sexualizar as mulheres e a falar delas da maneira como querem”.
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Visivelmente indignada, classificou o episódio como um momento lamentável, lembrando que Nuno acabou por chorar de arrependimento no dia seguinte, após ter tido tempo para refletir.
A comentadora concluiu a sua análise sublinhando a gravidade do cenário e a oportunidade de correção: “Acho que foi uma vergonha, tanto a reação de um como outro. […] Qualquer um deles teve a oportunidade, que muitos homens não têm cá fora, de olhar para a televisão e de se verem e verem as figuras que fazem quando sexualizam as mulheres e falam das mulheres como objetos. […] Eu acho que nós ficámos todos um bocadinho em choque. Eles nitidamente esqueceram que estavam no programa de televisão com câmaras em cima”.