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Luka Modric explode contra VAR após eliminação da Croácia mas foi mesmo Fora de Jogo

Modric critica duramente o VAR após golo anulado a Gvardiol no prolongamento

O Portugal-Croácia foi, sem margem para dúvidas, o jogo mais caótico e emocional deste Mundial.

Um autêntico vendaval de sentimentos e polémica, que deixou a seleção das Quinas nos quartos de final, enquanto Luka Modric e Cristiano Ronaldo viveram uma montanha-russa de despedidas e homenagens.

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Os dois capitães, ícones das suas seleções, trocaram abraços no final, as bancadas aplaudiram-nos, mas a emoção do adeus pairava no ar para um deles. Ronaldo marcou, Modric irritou-se com o que via em campo, e acabaram ambos em lágrimas, cada um com a sua sorte.

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O VAR foi o protagonista invisível da noite, com duas intervenções decisivas. Primeiro, assinalou um penálti de Vlasic sobre Renato Veiga. Depois, anulou um golo a Gvardiol, que teria levado o jogo para prolongamento. Mas a tecnologia de fora de jogo semiautomático também entrou em ação, invalidando por milímetros golos de Cristiano Ronaldo (o que seria o 1-1) e Sucic (o 1-2 para os croatas).

Luka Modric, capitão da Croácia, não se conteve na zona mista. Visivelmente zangado, o médio atirou: “Eu sou crítico com o VAR desde que se introduziu. Ao princípio não me gostava. Com o tempo tenho visto que pode ser útil em algumas situações, mas utiliza-se mal, ou não sei… Dá a sensação de que se aplica de forma seletiva, ou segundo o peso da equipa”.

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Luka Modric explode contra VAR após eliminação da Croácia mas foi mesmo Fora de Jogo

O jogador, que disputou todo o encontro, não quis comentar o futuro. “Não é o momento”, garantiu, preferindo focar-se na derrota da sua seleção e, sobretudo, nas decisões da arbitragem.

Sobre o penálti assinalado, Modric foi taxativo: “O de hoje não era penálti. Os dois jogadores agarram-se e empurram-se. Ele não o derruba, ambos estão a forcejar e os dois acabam por cair. Não podes assinalar um penálti assim numa situação como essa. Por isso digo que o VAR só deve utilizar-se quando o erro é absolutamente evidente. Se não, não tem sentido intervir. Chateia-me”.

A maior polémica surgiu aos 102 minutos, já perto do final do prolongamento, com o golo anulado a Gvardiol. O chip da bola Adidas avisou a equipa de arbitragem que Matanovic tinha tocado no esférico antes de este chegar a Pasalic, que estaria em fora de jogo no momento desse toque. As imagens não mostram nada, mas a tecnologia conectada à bola detetou o contacto e avisou o árbitro, que foi rever as imagens.

“O árbitro disse-nos que o Matanovic tocou na bola. Essa foi a explicação dele. Mas nós estivemos lá e, pelo que vimos, em nenhum sítio se percebe que tocou na bola. Mas pronto, temos de passar página, lutámos muito como sempre luta o povo croata”, contou Modric, emocionado.

O golo não subiu ao marcador e a alegria foi portuguesa, num dia com um significado especial para a seleção de Roberto Martínez. Assinalava-se o primeiro aniversário da morte de Diogo Jota, ex-colega de equipa, num acidente de carro, e a equipa quis homenageá-lo. “Ganhámos por nós, pelo Diogo e por Portugal”, disse Cristiano Ronaldo, que depois do jogo vestiu uma camisola especial com o número 21 e se mostrou profundamente emocionado, em lágrimas, ao saudar os adeptos.

Luka Modric explode contra VAR após eliminação da Croácia mas foi mesmo Fora de Jogo

“Tinha de ser um dia especial e foi. Queríamos homenageá-lo da melhor maneira. Foi há um ano que nos deixou e queríamos ganhar por ele também. Ele tem estado connosco”, recordou Cristiano na zona mista. Perante os jornalistas, o português fez questão de deixar um elogio a Modric: “Foi um companheiro incrível e um jogador de lenda. Espero que não se retire”.

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