Pedro Chagas Freitas partilhou uma nova reflexão nas redes sociais, centrada no seu mais recente livro, “Benjamim e os Dias Cheios de Nada”.
O autor, cuja obra literária continua a cativar um vasto número de leitores, escolheu o Instagram para abordar temas sensíveis como o perdão, a dor e a intrínseca imperfeição humana.
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No seu desabafo, o escritor começou por sublinhar a ausência de intenção em magoar o próximo, uma ideia que ecoa o tom da sua escrita: ” Se te feri não foi com intenção. Se te fiz sofrer não foi isso o que quis. Se não gostas de mim tudo bem, desejo-te o melhor. Sem ironia, sem superioridade moral, sem querer mostrar uma grandeza qualquer. Só porque acho que o ódio, mesmo o pequeno, é uma forma lenta de morte. Se quiseres passar o resto da tua vida com ressentimento, não te censuro “.
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Chagas Freitas prosseguiu a sua análise sobre a natureza humana, admitindo a nossa falibilidade: ” A certa altura é preciso reconhecer a própria falência. Não somos bons, não somos maus; somos todos limitados, imperfeitos. A santidade é uma ficção inútil. Temos impulsos, medos. Fazemos o melhor que conseguimos. Falhamos muitas vezes, quase sempre, até. Magoamo-amo-nos sem intenção, queremos amar e só conseguimos ferir. A vida acontece assim, desastrada, confusa, profundamente imperfeita, desesperadamente humana “.
A fechar a sua emotiva mensagem, o autor lançou um apelo à compreensão, tanto para os outros como para si próprio, frente às marcas do passado. ” Não te peço que ultrapasses nada. Um dia, se puderes, se conseguires, olha para o passado sem dor. Se não conseguires, não te julgo, não te culpo. Eu também não consegui “, atirou.
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