Miguel Vicente vs Francisco Monteiro no almoço: o All Stars discute o que é um “jogador completo”
Francisco Monteiro e Diogo Cunha entram na conversa: atacar alguém por ser “corno” ou por fazer terapia também é grave
Um almoço no restaurante da casa do ‘Big Brother All Stars’, no dia 8 de setembro de 2026, serviu de palco a um confronto de ideias entre Miguel Vicente e Francisco Monteiro.
O líder da semana, Miguel, escolheu os seus convidados – Francisco Monteiro ocupou o lugar de Teresa, que declinou o convite – e não tardou a que as perspetivas sobre o jogo e as dinâmicas da casa viessem ao de cima.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
Miguel Vicente começou por lamentar a forma como os reality shows evoluíram. Para ele, a essência do passado perdeu-se: “Os concorrentes antigamente não viam quem é que argumenta melhor ou quem é que é mais inteligente. A malta apenas vivia do erro e das palhaçadas ou das piadas, viviam a experiência de uma forma diferente.” Recordou os tempos da ‘Casa dos Segredos’, onde quase entrou, e a espontaneidade que, a seu ver, marcava a postura dos concorrentes. Antes, as reações eram “a sério”, menos controladas pela “inteligência emocional” que hoje parece pautar o jogo.
Leia também: Tânia Laranjo dedica mensagem emotiva à filha nas redes sociais: “Doa a quem doer”
O vencedor da edição anterior criticou a “competição de arrogância” que se instalou, onde todos parecem querer “ficar com a última palavra”. Argumentar em círculos, diz, não leva a lado nenhum.
Francisco Monteiro, por outro lado, discordou veementemente. Contou que a sua própria dinâmica de jogo culmina numa “pergunta concreta à pessoa que estava a falar comigo que não respondeu. Isto aqui não é andar em círculos, não é errado.” Realçou as diferenças entre ambos: “Para ele o que é bom aqui é o que para mim é mau, e para mim o que é bom é o que para ele é mau.”
Leia também: TVI vence ‘Noite de Estreia’ com estratégia de “Sanduíche” no Prime Time
Miguel Vicente esclareceu o seu ideal de “jogador completo”: uma pessoa que “consiga ter um bocadinho de tudo” e se “entrega a tudo”. Isso não se resume ao jogo, mas sim “entregar-te às pessoas”, aos outros concorrentes. Sublinhou a importância de “não teres medo de mostrar as falhas e de falhar com as pessoas”, assumir erros, elogiar, dançar, mostrar fragilidade ou alegria. “Tudo o que envolve emoção, tudo o que envolve personalidade”, frisou, lembrando que estão ali para fazer entretenimento e, por vezes, é preciso “ser um pouco de ator”.
A conversa virou para a banalização de certos termos. Miguel Vicente mostrou-se preocupado com o uso descuidado de palavras como “machista” e “narcisista” dentro da casa. “São estas palavras como machista, narcisista, que às vezes se dizem aqui de uma forma banal, são palavras que no dicionário de psicologia, por psicólogas doutoras formadas apresentando teses a sério, são utilizadas em situações muito delicadas.” Para ele, com milhões de visualizações, o programa acaba por banalizar “termos sérios”. Apontou o dedo ao facto de “estar a chamar um homem de machista é uma coisa grave. São dois dias, é quase como levar uma chapada”, referindo-se implicitamente a Luís, outro concorrente.
Francisco Monteiro e Diogo Cunha acrescentaram outros exemplos de ataques graves: atacar alguém por ser “corno” ou sugerir que vá fazer terapia como se fosse algo negativo. Francisco Monteiro atirou que “fazer terapia é das melhores coisas que há na vida. Dizer isto como uma coisa negativa” é um erro. Diogo Cunha, por seu lado, admitiu que se a questão do machismo voltasse a ser tema na casa, seria “grave”.