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Nuno Markl insurge-se contra posições ultraconservadoras sobre o direito ao aborto

"Fundamentalismo religioso cruel": Nuno Markl repudia argumentos contra o aborto

A reação surge na sequência da polémica gerada em torno de declarações de cariz religioso que comparavam a gravidade do aborto após violação à agressão sexual.

Nuno Markl partilhou uma reflexão nas suas plataformas digitais, na sexta-feira, 21 de agosto, na sequência do debate reacendido em Portugal sobre os direitos reprodutivos e a despenalização do aborto. O tema ganhou projeção pública nos últimos dias após as controversas intervenções de Rute Sousa, da Federação Portuguesa pela Vida, que defendeu em estúdio que “o aborto é a morte deliberada de um ser humano inocente” e que, mesmo perante crimes sexuais, “uma agressão não se resolve eliminando uma vida inocente“.

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O comunicador partilhou um registo em vídeo sobre as consequências das leis antiaborto nos Estados Unidos e contextualizou a relevância do assunto perante o cenário nacional: “Não queria nada estragar-vos a calmaria do serão de fim-de-semana mas cruzei-me com este vídeo que me pareceu importante, à luz de algumas coisas chocantes que foram ditas na última semana“.

O radialista destacou uma passagem específica do registo audiovisual que o tocou de forma expressiva: “A frase ‘Nesse caso, a pena por abortar após uma agressão sexual seria mais severa do que a pena pela agressão sexual’ destruiu-me“.

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Ao concluir a mensagem, o autor deixou um aviso firme a quem subscreve perspetivas de retrocesso nos direitos das mulheres: “E se houver desse lado alguém que não fique destruído por isto, por favor, que deixe de seguir este estaminé, porque é minha ambição que só aqui estejam pessoas com coração a sério e não um moldado por um fundamentalismo religioso cruel e sem nexo nem decência“.

 

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