O tempo, os netos e os pais: O lado mais íntimo de Tony Carreira
O artista foi convidado de Luís Osório na Antena 1. Entre memórias de infância e declarações de amor aos pais, Albino e Maria, sobrou espaço para uma forte crítica à sociedade atual e à tecnologia.
O peso da passagem do tempo foi um dos fios condutores da longa entrevista de Tony Carreira a Luís Osório.
No dia em que o filho mais velho, Mickael Carreira, completava 40 anos, o cantor admitiu que o tempo passa “muito rápido”, mas é na figura dos seus pais, Albino e Maria, que a idade lhe traz a maior das angústias.
Aos 85 e 86 anos, os progenitores do cantor vivem uma fase que preocupa profundamente o artista. “Estão naquela idade em que em qualquer momento um dos dois pode partir e isso é aquilo que hoje me toca mais é saber que um dia desses ou um dia deles vai ficar sozinho e isso está a mexer muito comigo ultimamente porque são pessoas maravilhosas”, confessou com emoção, descrevendo o casal: “Acredito na espiritualidade, acho que a minha mãe é uma pessoa muito evoluída, mais que o meu pai (…) minha mãe é mesmo muito boa pessoa. E o meu pai é um homem de guerra, é um homem de luta, mas que agora está mais bebé que a minha mãe”.
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Mas as preocupações de Tony Carreira estendem-se muito para além do seu núcleo familiar. Questionado por Luís Osório sobre o futuro do mundo, o avanço da Inteligência Artificial e um cenário onde até o amor poderia ser escolhido por catálogo, o artista assumiu-se “amedrontado”.
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“Como tudo o que o ser humano inventou há coisas positivas, mas há coisas muito negativas e infelizmente o ser humano explora tanto um lado como o outro e isso é muito perigoso. Eu quando ouço um tipo como o Elon Musk dizer há uns 6 ou 7 meses atrás acho que uma coisa desse género que daqui a 10 ou 15 anos não precisávamos de trabalhar porque os robôs iam fazer… isso é assustador. Eu não sei que mundo é que queremos construir”, alertou.
Para o artista, a evolução tecnológica e a conquista do espaço não justificam o abandono da essência humana e terrena. “Estamos aqui num planeta que é lindo (…) e nós estamos a criar para um calhau lá em cima que não tem um arbusto é para ali que queremos ir morar. (…) Há uma coisa que nunca pode faltar ao ser humano que é a humanidade no dia que faltar a humanidade ao ser humano o que é que nós somos”, concluiu Tony Carreira em tom de reflexão.