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Pedro Bianchi Prata chora a morte do amigo e ídolo que lhe ensinou a amar as motos

Pedro Bianchi Prata está de luto. O piloto partilhou uma homenagem emotiva ao seu ídolo de infância e amigo, Vasco, recordado como um 'mecânico brilhante' e inspiração de vida.

Pedro Bianchi Prata partilhou, neste sábado, dia 6 de dezembro, uma das mensagens mais emotivas da sua vida pública.

O piloto recorreu ao Instagram para lamentar a morte daquele que descreve não apenas como um amigo de quatro décadas, mas como a sua inspiração maior e o ídolo que definiu o seu percurso desde a infância.

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“Hoje recebi uma das notícias mais duras da minha vida. Partiu o meu ídolo de infância”, escreveu, abrindo o coração perante os seguidores. Numa viagem ao passado, Pedro recordou a figura que o fascinava quando era apenas uma criança, “Era o herói que eu e os meus amigos víamos passar em cavalinho na nossa rua e que nos fazia sonhar: ‘Um dia quero ser como ele’.”

As memórias levaram-no até 1992, data do seu primeiro título nacional no Enduro de Beja, onde surge, ainda miúdo, ao lado da sua referência, “Foi por causa dele que comecei a correr. Fui com o meu irmão ver o Enduro de Famalicão em 1991 e, naquele dia, apaixonei-me”, revelou.

Pedro Bianchi Prata destacou o talento sobrenatural de Vasco, recordando um feito que considera histórico: o mítico Enduro do Porto, “Aquele dia em que ele fez o impossível. Ganhou a classificação geral com uma Suzuki 125, à frente de todos os pilotos de renome. Ninguém acreditava que um piloto amador podia vencer daquela forma, mas ele acreditava. E fez história”, contou com orgulho.

A relação entre ambos, pautada por “altos e baixos como em todas as amizades verdadeiras”, foi também profissional. Vasco foi o mecânico de confiança na preparação para o Dakar 2022, “Era um mecânico brilhante, daqueles que resolvem problemas antes de eles existirem. Soldava, criava, inventava. Tinha mãos de ouro e um coração ainda maior”, elogiou o noivo de Maria Botelho Moniz.

Na hora da despedida, ficou a gratidão por 34 anos de carreira que, segundo o piloto, só existem porque um dia quis ser como o Vasco, “Partiu, mas fica a saudade, o sorriso e a paixão pela vida. Descansa em paz, amigo. Um dia vamos reencontrar-nos e voltamos a andar de moto juntos”, prometeu.

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