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Pedro Chagas Freitas elogia a humanidade de José Figueiras: “O Zé não sabe só trabalhar; sabe ser gente”

O escritor revelou que o apresentador da SIC foi crucial para acalmá-lo na sua primeira aparição em direto na televisão, há vários anos.

Pedro Chagas Freitas dedicou um texto emocionado a José Figueiras no Instagram, no sábado, 1 de agosto de 2026.

O escritor usou a rede social para desconstruir a imagem pública do apresentador da SIC, conhecido por conduzir o ‘Alô Portugal’ ao lado de Ana Marques.

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Para Chagas Freitas: “O José Figueiras é muito mais do que a etiqueta que lhe colaram. Fazemos sempre isso: pegamos numa pessoa, cortamos-lhe as pontas, enfiamo-la numa caixa com um rótulo barato. Pronto: já está. O público adora gente que não dá trabalho, resumida a uma caricatura que cabe num intervalo de trinta segundos”.

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Recordou o dia em que se estreou em televisão, ao vivo, nos ecrãs nacionais e internacionais, e a importância de José Figueiras nesse momento. “A primeira vez que apareci em direto numa televisão nacional, e internacional, foi com ele. Eu estava a tremer. Minutos antes de o programa começar, o Zé apareceu. Não me conhecia, não me devia nada. Olhou-me nos olhos, sorriu, falou-me como só fala um humano que sabe que do outro lado está outro humano, e não carne de audiência. Dois minutos. Foi o suficiente para a minha alma parar de sofrer de medo”, contou o autor.

O contacto profissional manteve-se ao longo do tempo, o que permitiu a Chagas Freitas consolidar a sua perceção sobre o apresentador. “Depois, encontrei-o mais vezes. Trabalho, sempre trabalho. O Zé não sabe só trabalhar; sabe ser gente. No meio daquela maquinaria toda, luzes, câmaras, egos com fome, ele ainda se lembra do básico: olhar, ouvir, existir, estar. É por isso que me custa quando reduzem um homem ao seu boneco. Matamos a complexidade dos outros para que caibam no nosso conforto. O Zé tem mais densidade numa pausa de silêncio do que muitos palermas armados em génios”, atirou o escritor.

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Pedro Chagas Freitas sublinhou a raridade da experiência. “Naquele dia, fez-me sentir em casa; provou-me que até na televisão pode haver gente de verdade. Se não percebes a importância disso, não percebes nada”, concluiu, deixando clara a sua admiração pela autenticidade do colega de ecrã.

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