Raquel conta história de amor trágica: Do companheiro ideal ao “loop” alucinogénio
Raquel e amigos choraram “baba e ranho” como se tivessem perdido alguém, após a transformação do ex
Raquel, concorrente do ‘Big Brother Verão’, partilhou na manhã de 20 de julho de 2026 uma história de amor que deixou os colegas boquiabertos, marcada por um relacionamento intenso e uma transformação dramática.
A jovem recordou um ex-namorado que, apesar de ter sido um companheiro quase perfeito, acabou por se perder após uma experiência com uma substância alucinogénia.
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No início, a relação entre Raquel e o homem era platónica. Ele estava a passar por um processo de luto e, embora sentisse algo por ela, não queria um envolvimento mais profundo para não a magoar. No entanto, a ligação era inegável. “Ele era o meu companheiro para todo o lado e fazia tudo comigo. Tudo”, garantiu Raquel, emocionada. A concorrente descreveu uma intimidade quase idílica: “Se eu quisesse só me deitar numa manta, olhar para os bichos na falésia, ele ia comigo, deitava a manta, olhava para os bichos na falésia e ficávamos a falar até às 3 da manhã, dançávamos cumbia juntos, tudo o que eu quisesse comer ele encomendava, adormecíamos juntos no sofá, tudo foi belíssimo.” Raquel acabou por se apaixonar perdidamente e, inevitavelmente, o envolvimento físico aconteceu.
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A relação era intensa. O homem, além de pagar tudo, acompanhava-a em todas as tarefas e compromissos, até mesmo a consultas médicas. “Houve um dia que eu tive de ir ao osteopata, ele foi comigo e queria pagar o osteopata”, lembrou, admitindo que às vezes se chateava com a generosidade excessiva. Ele até entrava nas “conversas malucas” dela.
A reviravolta deu-se quando o homem decidiu experimentar ayahuasca. Raquel explicou que se trata de “ervas dos índios do Brasil”, duas plantas que se tomam e causam alucinações profundas, um ritual que também acontece na Praia de Faro. “Ele mandou-me uma mensagem e disse, olha, até já, vou agora entrar nisso”, relatou.
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Quando regressou, nunca mais foi o mesmo. Raquel esteve 24 horas sem notícias e, quando ele finalmente respondeu, fê-lo “muito lentamente”. Ao vê-lo, percebeu a mudança drástica: “Disse que tinha passado o dia todo a dançar no quarto e dançava, bué, só punha música, ficava assim. Depois dizia-me que o velcro abriu, não dava para fechar.”
A situação escalou quando ele comprou um bilhete para o Ozora Festival, um evento de psytrance, para ir sozinho. Foi nesse momento que Raquel decidiu que o melhor era afastarem-se. “Olha, amor, então nem faz muito sentido, acho melhor afastarmo-nos”, disse-lhe.
O homem, que Raquel já considerava “um bocado peculiar”, tornou-se ainda mais estranho e distante. “Passou-se. Ele ficou muito estranho. E depois ficou sozinho nessa bolha, nesse loop das coisas que viu, por não conseguir mais desver do mundo como ele é. Foi louco”, desabafou.
A transformação não afetou apenas Raquel. Ele era para ser padrinho da afilhada dela, mas afastou-se. Também se distanciou do melhor amigo, com quem tinha aberto um bar em Loulé. Raquel e os amigos, Cláudio e Rita, choraram “baba e ranho”, como se estivessem a fazer o luto de alguém que tinham perdido. “Foi como se o tivéssemos perdido”, lamentou.
Mesmo depois de voltar do festival, o ex-companheiro mostrava sequelas. Raquel encontrou-se com ele para beber um copo e percebeu que “a sensação temporal dele também não ficou mais a mesma”, dando o exemplo de ele não saber onde tinha o carro. “Foi do que ele tomou, ele já tinha algumas predisposições”, admitiu a concorrente.
Hoje, ele aparece ao amigo Cláudio “uma vez de seis em seis meses”, chora e pede desculpa, mas nunca volta a estar presente de forma consistente no grupo.
Raquel explicou que conheceu o homem no bar que ele abriu com o melhor amigo em Loulé. Nesse local, a concorrente do ‘Big Brother Verão’ acabou por se tornar melhor amiga da rapariga que lá trabalhava, partilhando ambas uma dor comum que as uniu, nomeadamente a experiência de um aborto. “Eu estava apaixonada por um e ela começou depois a namorar com o outro, então estávamos sempre os quatro juntos”, contou.
A concorrente admitiu ter uma predileção por “loucos” e um certo “complexo de curadora ou terapeuta”, o que a leva a ignorar os sinais de alerta. “Tu vês os ‘red flags’ à tua frente e vais escolher a mesma”, reconheceu. O principal sinal de alerta do ex-namorado era o facto de ele estar “sempre triste e dizer que a vida não tinha sentido”.
Iris, colega de casa, identificou-se com o desabafo de Raquel, partilhando a sua própria experiência com um ex-namorado que sofria de depressão. “Ele acabava comigo dia sim, dia não. Acabava comigo num dia, dois dias depois voltava”, contou Iris, visivelmente afetada pela memória. A colega descreveu o ciclo exaustivo de incerteza: “Eu estava a dormir com ele, acordava com ele assim. E ele, o que é que foi? E ele, temos que falar, Diana. Outra vez? O que é que foi? Vamos ter que acabar, Diana.” Iris lembra-se de como ele a “aguentava” e sempre ligava para uma amiga.