Rebeca Caldeira, reconhecida como uma das principais influenciadoras digitais portuguesas da atualidade, concedeu recentemente uma entrevista à revista Nova Gente onde confessou ter recorrido a ajuda especializada para conseguir lidar com o peso da fama.
O desabafo foi o tema central do programa V+ Fama desta sexta-feira, 15 de maio de 2026, e gerou um debate intenso e fraturante entre o painel de comentadores.
A discussão começou com um tom irónico por parte de António Leal e Silva. O comentador brincou com a situação, afirmando que após ter aparecido 5 minutos na televisão foi internado durante dois meses em recuperação, devido ao assédio do público.
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Passando a uma análise séria, classificou a justificação da jovem como um disparate: “A pessoa quando vai à procura dessa projeção, dessa fama, tem que estar preparada para o preço que se paga. (…) Não acho que ela seja assim tão famosa”. Para o comentador, o mediatismo na internet é construído numa bolha e diferencia-se das carreiras sólidas construídas ao longo de décadas.
Adriano Silva Martins alinhou pela mesma perspetiva crítica. Reconhecendo o forte impacto da jovem no ecossistema digital, o jornalista frisou que a popularidade de Rebeca não atinge todas as faixas etárias de forma transversal, não podendo ser comparada a grandes nomes do nosso país: “Ela não é a Lady Gaga, não é o Marco Paulo, não é a Cristina Ferreira, não é o Cristiano Ronaldo”. Na sua visão, invocar o peso do mediatismo denota alguma falta de noção: “Acho que há um egocentrismo da parte da Rebeca quando diz que recorreu a terapia, obviamente eu não me meto na saúde mental de cada um. Agora, terapia para lidar com a fama eu acho que é uma questão, terapia para lidar com outras coisas é outra”.
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Em contraponto às críticas, Guilherme Castelo Branco assumiu a defesa da criadora de conteúdos. O comentador sublinhou que a rápida ascensão no meio digital deixa as pessoas sem preparação para a hostilidade que se esconde atrás dos ecrãs.
Explicou que mesmo em conteúdos não polémicos, a quantidade de visualizações atrai inevitavelmente ataques gratuitos: “Recebe uma onda de ódio. Todos nós já passámos por isso. De vez em quando há uma coisa qualquer que nós dizemos que se torna numa onda de ódio e começamos a receber mensagens de 1001 pessoas, mensagens privadas. Há pessoas que conseguem lidar com isso naturalmente sem precisar de ajuda. Mas se algumas precisam, eu não vejo mal nisso”.
Pimpinha Jardim juntou-se a Guilherme e alertou para a toxicidade silenciosa que se vive na internet, classificando o ódio online como uma versão moderna de bullying, onde os ataques incidem frequentemente sobre aspetos físicos que não podem ser alterados.
A comentadora partilhou o seu próprio testemunho para validar a dor da influenciadora: “Eu ando aqui há muitos anos. Eu sou conhecida, praticamente, desde que eu nasci. E mesmo assim (…) tenho dificuldade, muitas vezes, em lidar todos os dias melhor, porque crescendo vamos aprendendo, mas em lidar com muitas críticas que não são construtivas de maneira nenhuma, que são simplesmente maldade gratuita”.
O debate terminou com uma reflexão generalizada sobre a saúde mental, com Pimpinha e Guilherme a defenderem que o recurso a um psicólogo não deve ser alvo de julgamentos públicos, uma vez que todas as pessoas, independentemente do seu grau de reconhecimento nas ruas, têm questões emocionais por resolver.