
A produção documental da SIC revisitou os bastidores do homicídio do cronista social em Nova Iorque e as declarações do antigo modelo perante o juiz.
O caso do homicídio de Carlos Castro voltou a ser recordado na série documental «Portugal Criminal», na SIC, trazendo à tona os detalhes perturbadores da morte do cronista social num quarto do Hotel InterContinental, em Nova Iorque, e as declarações do autor confesso do crime perante a justiça norte-americana.
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Durante a abordagem ao processo, foram partilhadas as revelações do inspetor Rick Tirelli, que ouviu o testemunho do jovem logo após os acontecimentos e detalhou a justificação apresentada para a violência extrema: “Ele sentia que já não queria ser homossexual e que tinha demónios dentro de si, e que a única forma de se livrar desses demónios era fazer aquilo ao Sr. Castro“.
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A produção da estação de Paço de Arcos recuperou igualmente o momento em que o antigo modelo se dirigiu ao tribunal na sessão em que conheceu a respetiva sentença, em dezembro de 2012. Na altura, começou por expressar arrependimento perante os mais próximos da vítima: “Quero apenas aproveitar a oportunidade para pedir perdão à família e aos amigos de Carlos Castro“.
Sem contestar a autoria dos atos fatais, o jovem assumiu a responsabilidade pelo desfecho trágico e tentou descrever o seu estado de espírito na ocasião: “Matei Carlos Castro, não quero dizer o contrário. No momento em que entrei no quarto, naquele dia, algo se apoderou de mim“.
O jovem insistiu que nunca tinha revelado traços de agressividade no passado e garantiu não encontrar explicação lógica para a brutalidade com que agiu no quarto de hotel: “Eu nunca fui agressivo antes, nunca tive qualquer discussão com o Carlos. Naquele dia não sei o que se apoderou de mim. Não entendo a forma como as coisas aconteceram, nem consigo entender porquê“.
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A rematar a sua declaração perante o magistrado que ditou o seu destino prisional nos Estados Unidos, o ex-manequim mostrou conformidade com a decisão da justiça: “Aceito qualquer pena que o juiz me vier a aplicar porque cometi o crime. E agora só Deus sabe o que aconteceu naquele dia“.