Revelações inéditas: Antigo assessor da realeza expõe saídas às escondidas de Diana para ajudar sem-abrigo e prostitutas
"Dizia ao segurança que tinha a noite livre": As escapadelas clandestinas da princesa Diana em Londres

Dickie Arbiter, antigo secretário de imprensa da corte britânica, revelou que Lady Di dispensava a escolta para percorrer a zona de Paddington de automóvel.
Os detalhes em torno da vida privada e das causas humanitárias da princesa Diana continuam a gerar fascínio e surpresa mais de duas décadas após a sua morte. Dickie Arbiter, antigo secretário de imprensa que trabalhou de perto com a família real britânica entre 1988 e 1997, desvendou que a mãe dos príncipes William e Harry escapava rotineiramente à vigilância dos seus guarda-costas durante a noite para circular de carro por Londres e apoiar os mais desfavorecidos.
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Em declarações prestadas ao espaço “Palace Confidential”, do jornal britânico “Daily Mail”, o antigo assessor descreveu as táticas utilizadas por Lady Di para iludir o protocolo e o corpo de proteção. “Ela tentava fugir, dizia ao segurança: ‘hoje não vou a lado nenhum, podes ter a noite livre’. E, pronto, o carro aparecia na mesma e ela ia dar uma volta por Paddington“, relatou Dickie Arbiter.
O antigo elemento da equipa de comunicação clarificou o propósito dessas viagens clandestinas pela capital britânica: “Não era só para dar dinheiro às trabalhadoras do sexo, mas também para passar e ver como os sem-abrigo se estavam a safar. Era uma coisa que sentia que tinha de fazer, mas também fazia por tédio“.
Aos 86 anos, o antigo colaborador real recordou que acompanhou de perto todo o processo de separação e divórcio entre Diana e o agora rei Carlos III, frisando que a princesa lidava com um forte sentimento de isolamento após o término dos seus compromissos públicos diurnos.
Segundo Arbiter, a aristocrata passava os serões “desesperada por arranjar coisas para fazer“, dado que o rigoroso controlo de segurança imposto no palácio dificultava as visitas espontâneas do seu círculo pessoal de amigos.
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O empenho nas causas sociais mais invisíveis marcou indelevelmente o percurso público da princesa de Gales. Para além da colaboração estreita com a associação Centrepoint, dedicada a jovens sem teto – espaços aos quais fazia questão de levar William e Harry desde tenra idade -, Diana notabilizou-se pelo contacto próximo com doentes com VIH numa era em que o estigma social ainda era profundo.
O antigo secretário aproveitou a intervenção para refutar passagens da obra “O Canto do Cisne: Diana, a minha irmã“, redigida pelo conde Charles Spencer.
Dickie Arbiter afirmou que a narrativa do irmão da princesa peca por estar “curta em rigor factual“, rejeitando veementemente a insinuação de que o monarca Carlos III teria demonstrado sentimentos de alívio ou euforia com a trágica morte da ex-mulher: segundo o antigo funcionário, o soberano nunca se mostrara tão abalado desde o assassinato de Lord Louis Mountbatten.