Ricardo João assume culpa no afastamento da filha
ex-concorrente do Secret Story 10 abriu o coração no Dois às 10 sobre a dor de não ver a filha há quatro anos.
O tema mais delicado da manhã no Dois às 10 surgiu quando Cristina Ferreira questionou Ricardo João sobre a filha, que o ex-concorrente não vê há quatro anos.
Confiante de que a sua passagem pelo Secret Story 10 serviu para mostrar o seu verdadeiro lado aos portugueses e à sua família, o nortenho confessou: “Sabes que o carma existe e tu se fizeres coisas boas, as coisas boas aparecem. Portanto, eu acho que foi uma forma de ver que realmente é engraçado, é fofo, é acima de tudo sensível e acima de tudo é uma pessoa com amor para dar, percebes?”.
Quando a apresentadora questionou se o afastamento é uma mágoa, a resposta foi imediata e introspetiva. “Muita, claro. Cristina, mas sabes o quê? Que eu sou uma pessoa super feliz porque é assim, Mesma coisa, desculpem lá estar a dizer, mas a morte de alguém, tu não esqueces. Não sei se você vai ser feliz com isso. As mágoas nas nossas vidas existem, percebes? E a maturidade vem quando tu guardas a mágoa, é enorme. Mas imagina como é que eu consigo ser feliz porque eu rio todos os dias, eu sorrio todos os dias, percebes? E essa mágoa existe, está guardada na minha cabeça, não está esquecida, está guardada. É diferente”, desabafou.
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Cristina Ferreira quis ir mais longe e perguntou se essa dor tem culpa sua. Sem fugir à responsabilidade, Ricardo admitiu: “Muita, de certa forma, muita. De certa forma, muito. Mas lá está. Temos que saber dar a volta e nunca desistir, mas nunca desistir daquilo. E eu tenho uma distância seletiva, eu tenho uma paciência seletiva, eu tenho gostos simples, mas seletivos, percebes? A coisa mais importante que eu tenho é o tempo”.
Sobre o receio de nunca vir a resolver o problema com a filha, o ex-concorrente mostrou-se otimista e traçou um paralelo com as suas atitudes no reality show. “Nunca não é uma palavra que existe no meu dicionário, esquece isso, esquece. Nunca não é uma palavra. Vai acontecer, vai acontecer. Estás a ver? Quando tu pensas muito numa coisa e eu não forço, mas vai acontecer com naturalidade. Eu já forcei, nada da minha vida é forçado. A minha presença ali, eu podia forçar a minha presença até ao fim, fácil, não estava no miado. Eu forçava a minha presença até ao fim. Naturalmente eu tinha que sair, naturalmente eu tinha que desistir, como naturalmente aconteceram comentários infelizes, mas naturalmente sou pedido desculpa, percebes? Não foi um pedido desculpa forçado, foi no timing. Percebes? E isso na minha vida vai acontecer. E estou muito tranquilo relativamente a isso. Sou uma pessoa super feliz com aquilo que fiz e com aquilo que continuo a fazer”, garantiu com confiança.
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A reta final da entrevista ficou marcada por uma troca de impressões mais leve sobre o desfecho do jogo, momento em que Cláudio Ramos lançou a provocação sobre uma eventual vitória de Eva, questionando se estariam todos tapados caso isso acontecesse. “Cláudio, fazes-me com cada uma. Eu vou-te contar. Se a Eva ganhar o programa, ofereceu muito pouco, Cláudio. Imagina, tu estás a trabalhar, tu estás a trabalhar, tu gostas de um reality show, tu chegas a casa, O que é que puxa ver a Eva?”, questionou Ricardo João, visivelmente cético quanto ao protagonismo da colega.
A apresentadora contrapôs afirmando que puxa “O mesmo que me puxa ver o Diogo”, referindo-se a outro concorrente discreto, o que levou o recém-desistente a insistir e a fazer uma comparação com a sua própria prestação na casa: “O que é que puxa ver o Ricardo?”. A dupla das manhãs da TVI não hesitou em elogiar o carisma do convidado, rematando a conversa de forma assertiva: “Não, tu puxas mais”.