
Mário Figueiredo, Gonçalo Monteiro, Paulo Catarro e José Nunes discutiram esta terça-feira na Liga NOW a possibilidade de Sérgio Conceição assumir o comando técnico do Benfica, um cenário considerado altamente improvável, pois o treinador tem uma ligação muito forte ao FC Porto.
A emissão focou-se também na situação delicada do treinador do Sporting, Rui Borges, após a derrota na Taça de Portugal frente ao Torreense. Apesar da recente renovação de contrato até 2028, foi debatido que a margem de erro para o arranque da próxima temporada é praticamente nula. Mário Figueiredo referiu que “despedir Rui Borges, mesmo com a renovação de contrato, ainda continua a ser barato”. A direção liderada por Frederico Varandas, que realizou um forte investimento no plantel para colmatar saídas de peso, como Morita, Quenda e Hjulmand, exige resultados imediatos.
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Gonçalo Monteiro analisou a hipótese de Sérgio Conceição no rival da Luz, afastando de imediato esse cenário: “O Sérgio Conceição não vestiu um fato à medida, ele fez do fato a sua própria pele e, portanto, confunde-se com a própria história do Porto”. O comentador acrescentou que, de um ponto de vista político, não seria uma boa jogada para Rui Costa.
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Mário Figueiredo concordou e sugeriu outros nomes, afirmando que Marco Silva seria a primeira opção a seguir a José Mourinho e Rúben Amorim. O comentador vê Conceição mais como um rival de Jorge Jesus na corrida à seleção nacional do que como treinador encarnado. José Nunes reforçou a ideia, sublinhando que uma eventual contratação traria demasiada impopularidade para o presidente das águias no atual momento sensível.
O debate mudou depois de forma definitiva para Alvalade. Mariana Águas recordou as palavras de Pedro Santana Lopes, que afirmou que se estivesse no lugar de Rui Borges ter-se-ia demitido após a derrota com uma equipa da Segunda Liga. Sobre o futuro imediato, Mário Figueiredo explicou que não faz sentido despedir o técnico nesta altura, apontando que o calendário inicial da nova época lhe dá algum tempo: “O que podia correr mal não vai correr, que era perderes a Supertaça e seres eliminado da fase de Liga dos Campeões”. O facto de o Sporting não disputar a Supertaça e ter entrada direta na liga milionária dá uma folga ao treinador.
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No entanto, Paulo Catarro alertou para o estado em que o técnico inicia a nova temporada. O comentador comparou a situação à de outros treinadores em anos anteriores, defendendo que Rui Borges vai entrar totalmente fragilizado com os recados da direção espelhados na imprensa de que não tem qualquer margem de erro para falhar.
José Nunes concluiu a análise criticando o momento escolhido para a renovação do contrato de Rui Borges. Na sua ótica, o ideal teria sido fazê-lo após vitórias europeias marcantes, como contra o Bodo/Glimt.
O comentador relembrou que a derrota no Jamor frente ao Torreense não é um percalço comum e deixa muitas sequelas, colocando pontos de interrogação na cabeça dos adeptos, o que obriga a acompanhar com muita atenção o princípio da próxima época verde e branca.