Rui Costa intransigente: Mourinho só sai do Benfica se pagarem 14 milhões de euros
Presidente encarnado não quer repetir erro do despedimento de Roger Schmidt...
Rui Costa não vacila na sua decisão: José Mourinho só deixará o comando técnico do Benfica mediante o pagamento integral da indemnização.
Segundo apurou o Correio da Manhã, o presidente encarnado não está disposto a perdoar um único cêntimo ao treinador, caso este rume ao Real Madrid.
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Com as eleições no clube espanhol a aproximarem-se – a 8 de junho é a data limite para o ato eleitoral –, o futuro técnico do Benfica encontra-se, naturalmente, num compasso de espera. Contudo, fontes próximas do processo asseguram ao CM que este cenário não abala a intransigência de Rui Costa. Para o líder das águias, e pelo menos para já, José Mourinho é o treinador para a temporada 2026/27, tendo inclusive recebido uma proposta de renovação de contrato.
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Rui Costa não ignora o desejo de Mourinho regressar a Madrid. Pelo contrário, mas defende que, se assim for, o Benfica tem de ser devidamente compensado. Seja o próprio treinador ou o clube merengue, alguém terá de cobrir a indemnização a que as águias têm direito, um valor que corresponde ao vencimento bruto do técnico no último ano de contrato.
Estamos a falar de cerca de 14 milhões de euros, uma vez que a cláusula que permitia reduzir esta verba a metade expirou esta terça-feira. Curiosamente, o jornal espanhol ‘As’ avançou que o influente empresário Jorge Mendes poderá estar a ponderar assumir este encargo, de forma a não complicar o negócio com o Real Madrid.
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É precisamente por esta via que o presidente encarnado descarta, para já, a possibilidade de ser o Benfica a avançar com o despedimento de Mourinho, o que implicaria pagar-lhe a respetiva indemnização. Rui Costa não admite sequer uma saída a custo zero, ou seja, um acordo que libertasse o técnico sem encargos para qualquer das partes envolvidas.
É certo que qualquer uma destas alternativas – despedimento ou saída a custo zero – permitiria ao Benfica acelerar a definição do sucessor de Mourinho, agilizando assim o planeamento da próxima época.
Contudo, Rui Costa não considera, por agora, que este seja um fator decisivo. Até porque Marco Silva, apontado como o principal candidato à sucessão, só este domingo encerrou a sua participação na liga inglesa e deverá demorar alguns dias a decidir se aceita a renovação com o Fulham ou se prefere aguardar para abraçar um eventual convite das águias, após a saída do ‘Special One’.
Rui Costa sabe bem que esta estratégia poderá não ser a mais popular entre os adeptos e até nos bastidores. Mas desta vez, o presidente está determinado a não ceder a pressões, ao contrário do que sucedeu em março de 2023, quando optou pela renovação com Roger Schmidt. Uma decisão que, como se viu, implicou custos acrescidos aquando do posterior despedimento do técnico alemão.