“Sinto-me um bocadinho solitário”: João Ricardo expõe receios dos colegas no “Desafio Final”
João Ricardo lamenta falta de entrega dos colegas no "Desafio Final"
O concorrente assumiu que a sua frontalidade afasta os restantes jogadores, que preferem não se expor durante as galas do programa de televisão da TVI.
Chamado ao Cubo para uma dinâmica proposta pela Voz, João Ricardo não deixou nada por dizer e fez um raio-x à postura dos colegas, confessando que as suas atitudes estratégicas e a sua frontalidade acabam por gerar um clima de isolamento à sua volta.
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O concorrente começou por explicar que a sua dualidade de personalidade baralha os adversários. “Acabo por confundir os meus colegas pela parte empática, ou seja, eu sou aquela pessoa que é muito e gosta muito deste jogo, mas quando existem momentos de quebra também sou o primeiro a dar a mão“, refletiu, notando que isso os deixa desconfiados.
A raiz do problema, segundo o próprio, reside na coragem de dar a cara. “Sinto também que existe uma grande desconfiança da minha pessoa, porque sabem que eu sou uma pessoa que argumenta, que confronta nos momentos que eles pouco se expõem, que são nos diretos, são nas galas, têm algum receio do que é que o público pode pensar, e eu não tenho problema nenhum de puxar temas e de desconstruir“, atirou.
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Esta postura assertiva tem trazido custos à sua vivência no programa. João Ricardo admitiu que lhe é difícil criar relações sólidas, uma vez que os colegas receiam constantemente estar a pisar “cascas de banana”. “Acabo por me sentir um bocadinho só aqui dentro, acabo por fazer um jogo muito solitário e acaba por ser muito complicado“, lamentou, reforçando que, apesar de tudo, considera essencial manter a alegria e a autenticidade e, para exemplificar a sua coerência, recordou uma desavença recente: “Já fiquei triste com o Afonso quando disse que eu devia pensar no meu caráter, por exemplo, foi algo que me magoou, mas o Afonso quando precisou eu estive sempre lá (…) consigo separar o trigo do joio“.
Convicto de que conhece a história de cada um na casa, ‘Jorri’ (João Ricardo) assumiu que gosta de ser “mordaz” e de provocar desconforto quando o jogo assim o exige, embora acredite que o lado humano se sobrepõe.
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“Eu não acredito que exista aqui, pelo menos neste desafio final, eu não acredito que exista alguém com uma malícia profunda. Acho que pensam demasiado no jogo, focam-se demasiado e forçam às vezes demasiadas situações e abdicam um bocadinho de viver isto“, avaliou o concorrente, criticando a forma como alguns tentam manipular a sua própria imagem consoante os momentos de emissão.
A fechar o seu desabafo no Cubo, João Ricardo apontou as suas maiores fragilidades nestas seis semanas de confinamento, lamentando a forma como alguns adversários tentam fugir ao embate direto e recorrem ao seu historial para o atingir. “Sinto que eles têm algum receio do confronto, mas é normal, tenho que saber lidar com isso. E isso é uma das minhas grandes dificuldades (…) porque alguns fogem do confronto, outros tentam ir buscar outras coisas que me foi apontadas noutras edições tentar fragilizar e machucar“, concluiu.