A jornalista partilhou uma reflexão nas redes sociais onde comparou o valor da gasolina num posto em Madrid com os preços cobrados no nosso país.
Tânia Laranjo recorreu às redes sociais para partilhar um desabafo carregado de ironia sobre o custo de vida em Portugal e as novas obrigações impostas aos consumidores pois, a jornalista focou as suas críticas em dois temas da ordem do dia que afetam diretamente o quotidiano e a carteira dos cidadãos: o novo sistema de devolução de embalagens e os valores praticados nas bombas de combustível.
Tornar o Dioguinho a tua fonte preferida no Google
A autora começou por analisar o processo de retorno de vasilhames, questionando a verdadeira vantagem do mecanismo para quem consome. “A questão das garrafas é extraordinária. Antigamente comprávamos uma bebida e levávamos a garrafa para casa. Agora compramos a bebida, pagamos mais pela garrafa, guardamos a garrafa durante semanas, transportamos a garrafa de volta ao supermercado e, se tudo correr bem, devolvem-nos o dinheiro que era nosso para começar“, detalhou.
Para Tânia Laranjo, a medida mascara um peso adicional disfarçado de avanço ambiental: “Conseguiram convencer as pessoas a fazer mais trabalho, gastar mais tempo e ainda chamar-lhe progresso“.
Leia também: “Alerta CM”! Joana d’Albuquerque e filha de Tânia Laranjo trocam palavras nas redes sociais!
A indignação da jornalista intensificou-se ao partilhar um episódio recente vivido no país vizinho, expondo a disparidade de preços na Península Ibérica. “Mas nada bate a gasolina. Esta semana estive em Madrid e abasteci na Galp a 1,50 €/litro. Na mesma Galp que conhecemos“, relatou a profissional. Perante o contraste com os valores cobrados em Portugal, recorreu ao sarcasmo para explicar o fenómeno. “Quando atravessei a fronteira percebi o que se passa: a gasolina portuguesa não é uma gasolina qualquer. É uma gasolina premium. Chega cá, ganha valor, estatuto e autoestima. Daí os mais de 2 €/litro“, atirou.
Antecipando eventuais justificações técnicas e económicas sobre a carga fiscal, Tânia Laranjo deixou um recado aos “especialistas dos impostos, dos mercados internacionais, das flutuações e dos alinhamentos planetários“.
Leia também: Marisa Susana ‘imita’ Tânia Laranjo no “Jornal da Malvieira” no ‘Desafio Final’ na TVI
A jornalista concluiu a sua reflexão lamentando que o ónus recaia sistematicamente sobre os mesmos. “O problema é que a explicação acaba sempre no mesmo sítio: nós a pagar e alguém a dizer que é normal“, rematou, fazendo um paralelo final com o tema das embalagens: “Tal como nas garrafas. Pagamos mais, trabalhamos mais e no fim ainda nos dão uma palmadinha nas costas por estarmos a ajudar“.
Ver esta publicação no Instagram