Influencers condenados a penas de prisão efetiva por violação em Loures
Quatro jovens foram sentenciados por crimes de violação agravada, pornografia de menores e ofensa à integridade física.

O Tribunal de Loures condenou esta sexta-feira, 12 de junho de 2026, os quatro jovens influencers acusados de violar e filmar uma adolescente, em fevereiro de 2025.
As penas de prisão efetiva variam entre os sete e os oito anos pelos crimes de violação agravada, pornografia de menores e ofensa à integridade física, avança o CM.
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Leonardo Saraiva recebeu uma pena de sete anos e seis meses, e Hugo Ribeiro foi condenado a sete anos de prisão efetiva, ambos por dois crimes de violação agravada e 27 de pornografia de menores. Francisco Martins e Gabriel Malta foram sentenciados a oito anos de cadeia. A Francisco Martins foram imputados dois crimes de violação agravada, 27 de pornografia de menores e três de ofensa à integridade física, enquanto Gabriel Malta teve a mesma condenação pelos primeiros dois crimes, adicionando um crime de ofensa à integridade física.
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Três dos condenados, Leonardo Saraiva, Francisco Martins e Gabriel Malta, seguem de imediato para prisão preventiva, enquanto aguardam um eventual recurso no Tribunal da Relação de Lisboa. O coletivo de juízes entendeu que existe perigo de fuga, dado que os arguidos têm familiares no estrangeiro.
Já Hugo Ribeiro vai aguardar a decisão do recurso em liberdade, mas viu as suas medidas de coação agravadas: fica proibido de frequentar ou aceder a quaisquer ambientes digitais, “quer através das suas próprias credenciais de acesso, quer recorrendo a terceiros”. Não pode ainda contactar a vítima nem aproximar-se da sua residência ou escola.
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O crime remonta a fevereiro de 2025, quando uma menor de 16 anos foi atraída para uma emboscada em Loures. A vítima, seguidora dos jovens, encontrou-se com um deles na rua e foi depois encaminhada para um local mais reservado, onde acabou por ser violada. A Polícia Judiciária (PJ) adiantou que os jovens, com idades entre os 17 e os 19 anos na altura dos factos, “constrangeram a vítima a práticas sexuais e filmaram os atos, contra sua vontade, divulgando-os nas redes sociais”. Um dos vídeos chegou a ter 32 mil visualizações no TikTok.
O alerta para o caso foi dado inicialmente pelo Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, onde a jovem foi assistida. A PJ deteve os suspeitos entre março e junho de 2025, mas foram inicialmente libertados pelo Tribunal de Instrução Criminal de Loures, uma decisão que gerou forte contestação.
O julgamento decorreu à porta fechada, devido à idade da vítima e à natureza dos crimes, tendo a adolescente prestado declarações para memória futura em abril de 2025 para evitar depor novamente. A PJ mantém o empenho para que o vídeo deixe de ser divulgado nas redes sociais.