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Tânia Laranjo relata bastidores de resgate na Venezuela: “Foram 76 horas sem ir à cama”

"Volto de coração cheio": Jornalista Tânia Laranjo partilha experiência marcante em missão de salvamento

A jornalista da CMTV recorreu às plataformas digitais para descrever o cenário de superação e o esforço físico exigido durante a cobertura de um salvamento complexo.

A jornalista da CMTV, Tânia Laranjo, recorreu às redes sociais para partilhar um testemunho comovente sobre os dias intensos que viveu recentemente no acompanhamento de uma complexa operação de salvamento pois, num relato pautado pelo desgaste físico e pela forte carga emocional, a profissional descreveu a exigência da cobertura jornalística no terreno.

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A jornalista começou por expor as condições extremas a que esteve sujeita para conseguir transmitir todas as informações ao público. “Foram 76 horas sem ir à cama. Dormi quando o corpo já não aguentava mais, às vezes no banco de um carro, outras vezes numa cadeira qualquer. Comi rações de combate, fruta, sandes e tudo o que os voluntários nos iam estendendo com um sorriso cansado. Era o suficiente“, revelou.

Apesar das contrariedades, Tânia Laranjo sublinhou o impacto positivo de ter testemunhado o desfecho feliz de uma das operações mais complexas de que há memória. “Vi coisas que vou levar comigo durante muito tempo. E tive a sorte de estar presente num dos resgates com sucesso mais longos da história. Há momentos em que toda a gente prende a respiração ao mesmo tempo. E, quando a vida vence, percebe-se que valeu cada hora, cada noite, cada minuto de espera“, recordou com emoção.

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A profissional fez questão de retirar o foco de si própria, direcionando os louvores para as equipas de socorro e voluntários que operam diariamente nestes cenários de crise. “Mas esta história não é sobre mim. É sobre eles. Sobre quem lá está todos os dias. Sobre quem trabalha até as mãos deixarem de responder, sobre quem acredita quando já quase ninguém acredita. Receberam-nos como se fizéssemos parte da equipa desde o primeiro minuto. Deram-nos confiança, espaço e um lugar onde podíamos ajudar“, elogiou.

A publicação terminou com um agradecimento profundo pela oportunidade de ter privado com profissionais dedicados à causa pública. “Volto de coração cheio. Muito cheio. Porque há pessoas que nos lembram, sem dizer uma palavra, do que realmente importa. E porque há gigantes que nunca vão aparecer nas notícias com o destaque que merecem. Eu tive o privilégio de os conhecer“, concluiu.

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