Toda a verdade sobre Carlos Castro e Renato Seabra revelada por amigo em direto: “havia intimidade”
Cláudio Montez, amigo de Carlos Castro, esteve no V+ Fama para expor o relacionamento do cronista com Renato Seabra. O convidado garantiu que havia intimidade.
No programa V+ Fama, Adriano Silva Martins recebeu Cláudio Montez em direto por videochamada.
Apontado como um dos melhores amigos de Carlos Castro, o convidado quebrou o silêncio sobre a ligação do cronista social a Renato Seabra e partilhou pormenores inéditos sobre os meses que antecederam a tragédia em Nova Iorque.
A conversa começou por abordar as recentes declarações de Lili Caneças, que afirmava que o cronista teria sido avisado sobre as intenções do companheiro numa gala. Cláudio Montez contrariou esta versão e explicou que a relação era mantida de forma discreta para evitar polémicas, afirmando: “O Carlos nunca apresentou assim em festas grandes, em galas ou o que fosse, o Renato porque ele queria muito preservar. O que ele disse na gala que eu estava lá foi que tinha uma relação, tinha um amigo, mas que não ia revelar ainda porque ele era muito destas invejas das pessoas que depois iam comentar e então eu não vou por aí”.
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Contrariando a narrativa da família de Renato, que sempre negou o envolvimento amoroso e referiu que o jovem era heterossexual, Cláudio Montez confirmou a enorme proximidade entre os dois e recordou os tempos que passaram juntos na capital espanhola: “A relação do Renato com o Carlos era intensíssima. Havia intimidade, inclusivamente em Madrid, eles fizeram questão de escolher um quarto com uma cama de casal”.
O amigo do cronista garantiu que a relação era do conhecimento da mãe do jovem, descrevendo a rotina partilhada em Portugal: “O que acho estranho é que as pessoas inclusive a mãe do Renato, levando o Renato ao hotel do Porto, e sabendo o tipo de pessoa que era o Carlos Castro, sabia perfeitamente que mais tarde ou mais cedo as coisas iam dar nisso, pois o Renato vinha todos os dias de semana com a mala de viagem e instalava-se em casa do Carlos”. O envolvimento financeiro também foi exposto, com Cláudio a revelar confidências: “Havia algumas situações como, por exemplo, o Carlos estar a partilhar o número do cartão Visa e coisas que comprava ao cunhado do Renato”.
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Apesar da forte ligação, os sinais de alerta começaram a surgir cedo nas viagens internacionais. Cláudio relatou um momento de enorme tensão num avião no regresso de Espanha: “O avião, nós tivemos quase na contingência de sair todos do avião e tirar-lhes as bagagens porque já estava quase de ordem de saída e o Renato estava na casa de banho no telemóvel e quando chegou haver assim um arrufo do Carlos com ele, que não podia sair, que estava toda a gente à espera”.
Sobre este episódio, o amigo descreveu a personalidade peculiar e fria de Renato perante o conflito: “Ele era muito calado, interiorizava muitas emoções, nunca se sabia bem. Sorria, sorria e, portanto a viagem de Madrid para cá não foi assim tão alegre, tão bem disposta”. Cláudio alertou para o perigo deste tipo de comportamento contido: “Não dizia. Normalmente é perigoso quando as pessoas enchem, enchem, enchem, e depois têm que deitar cá para fora, e foi o caso”. Por outro lado, reconheceu que o amigo também tinha o seu feitio: “o Carlos não era uma pessoa fácil. E ele já tinha tido, assim, algumas cenas um bocado complicadas com outros relacionamentos anteriores”.
Na viagem seguinte, a Londres, os atritos continuaram. Durante um jantar, Renato terá imposto limites à relação, algo que deixou o cronista desconfortável: “Quando chegou o Carlos disse-me que corria tudo bem, mas que o Renato lhe tinha dito atenção, eu gosto de estar contigo, gosto de vir ter contigo, mas eu tenho uma namorada e às vezes posso querer estar com ela”.
Questionado diretamente por Adriano Silva Martins se Renato se aproveitava economicamente de Carlos Castro, a resposta não deixou margem para dúvidas: “Era só interesse“. O amigo do cronista desmistificou o verdadeiro propósito da fatal viagem aos Estados Unidos: “Ele não ia para Nova Iorque para ser apresentado a agência nenhuma. Ele ia para Nova Iorque para ver um jogo de basquetebol que gostava muito e que comprou, foram ver”.
Cláudio explicou que a estratégia passava por utilizar os contactos de luxo de Carlos: “Portanto, o interesse do Renato era em se promover. Aliás, ele fez uma produção na praia, de calções de banho e tudo isso, organizado pelo Carlos, para mandar para as agências”.
Os dias em Nova Iorque provaram ser insustentáveis. Cláudio Montez revelou que as coisas correram mal muito antes do crime e que recebeu uma chamada de desespero na quarta-feira anterior ao homicídio: “Ele disse-me, está tudo bem, mais ou menos, isto não está nada bem, porque ele só vem ter com as miúdas cá do bar, do hotel, e já nos chateámos, vou adiantar a viagem”. A intenção inicial de Carlos Castro era regressar de imediato na quinta-feira, mas o destino ditou o pior.
A notícia da tragédia chegou a Portugal na madrugada de sexta-feira. Cláudio recordou o momento em que soube da morte do melhor amigo: “Na sexta-feira, às quatro da manhã, recebo a chamada da Wanda na esquadra da polícia, porque não tinha o número de telefone das irmãs, não tinha ninguém que a contactasse cá, e às quatro da manhã acordares com uma notícia destas, não queres acreditar”.