Em entrevista exclusiva ao DIOGUINHO, a estrela dos Jogos Sem Fronteiras mostra-se preocupado com o ator.
O Eládio continua a falar com pessoas, a sair, a atender o telefone, mas temos um caso, já há algum tempo, que preocupa toda a gente, que é o Vítor de Sousa que está em reclusão, ninguém consegue falar com ele…
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Eládio: O Vítor é um caso, eu não digo que seja errado, deve ser um caso como muitos outros, está numa profunda depressão não quer tratar-se, não quer saber de nada. Uma coisa que a mim me dava muito prazer fazer, e a ele também, quando convidam para fazer audiolivros. Foi durante um ano, de leitura, um ano impressionante de positividade, de alegria, mas ele estava sempre a dizer “eu já não digo bem, eu já não leio bem”, e eu “não digas isso, também me engano mas qual é o problema?” Aí já o começava a sentir que não estava satisfeito com coisa alguma, depois acabou o audiolivro e aí eu falei duas ou três vezes. Tínhamos um barbeiro em comum, encontrei-o lá duas ou três vezes, e depois quando eu ia cortar o cabelo diziam-me, “não, não, o Vitor ainda não apareceu e, outras vezes, “três meses depois apareceu-me aqui com o cabelo nas costas”. Não quer ver ninguém, não quer sair com ninguém pronto, e é assim que ele está. Ele não me atende, ele tinha uma paixão pela Simone de Oliveira, eram unha com carne, falavam todos os dias, mas a Simone também não consegue fazer nada, ele não quer, não quer, eu não sei…
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Acha que ele desistiu de viver?
Não, desistir não desistiu, porque isso tinha dado sinais. Quer estar sozinho, deve ver televisão, não sei, tinha um afilhado, não sei se o afilhado o visita não faço ideia, não sei se tem alguém, não faço ideia.
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